Alejandro Ernesto / EFE
Alejandro Ernesto / EFE

Raúl recebe o papa e pede fim do embargo e retorno de Guantánamo

Cubano agradece ajuda na aproximação com EUA, mas alerta para movimentos dispostos a derrubar governos eleitos na América Latina

FELIPE CORAZZA, ENVIADO ESPECIAL

19 Setembro 2015 | 17h33

HAVANA - O presidente cubano, Raúl Castro, fez um duro discurso na recepção ao papa Francisco neste sábado, 19,, no aeroporto internacional José Martí, em Havana. Agradecendo ao pontífice por ter sido o mediador do acordo que levou à retomada das relações com os Estados Unidos, o líder ressalvou que Cuba ainda exige a derrubada do embargo econômico e a devolução da base militar de Guantánamo para considerar a relação efetivamente normalizada.

O governante cubano afirmou, sem especificar a quais países se referia, que há movimentos dispostos a derrubar governos eleitos no continente. 

"No continente, governos legitimamente constituídos que trabalham por um futuro melhor, enfrentam a numerosas tentativas de desestabilização."

O líder da ilha afirmou que as ideias do papa são essenciais para mudar o mundo atual "injusto e imoral" e afirmou que o pontificado tem semelhanças com os ideais da Revolução Cubana.

"O que acontece com os imigrantes e os pobres. Esses são os ignorados do mundo e clamam por seus direitos e pelo fim da injustiça"

Raúl citou frases de seu irmão, Fidel Castro, líder da tomada de poder em 1959, afirmando que ele já defendia, por exemplo, conceitos semelhantes aos do papa nas questões de justiça social e meio ambiente há décadas. 

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