RCTV poderá transmitir e co-produzir programas do México

´Chávez leva Venezuela a um perigoso totalitarismo´, afirma presidente do canal

Agencia Estado

21 Junho 2007 | 13h07

O presidente do canal venezuelano Radio Caracas Televisión (RCTV), Marcel Granier, afirmou na terça-feira, 19, que estabeleceu contatos com empresas mexicanas para transmitir o sinal de sua emissora do México e co-produzir programas. "Nosso compromisso com nossos trabalhadores, com o telespectador e com os acionistas é restabelecer o contato, seja na Venezuela ou do exterior", disse Granier. A meta é transmitir "pelos meios que forem possíveis, por cabo, por satélite, pela internet e até retornando à televisão aberta", acrescentou. Segundo Granier, a RCTV tem "muito boas relações com a maioria das empresas de televisão e de rádio do México". A cooperação e a amizade, acrescentou, foram "reforçadas" por causa da decisão tomada em maio pelo governo do presidente Hugo Chávez de não renovar a concessão do canal, depois de 53 anos. A medida gerou protestos nas ruas da oposição venezuelana e foi duramente criticada por boa parte da comunidade internacional, que denunciou um ataque à liberdade de expressão. Consultado sobre o tipo de apoio que receberia das companhias mexicanas, como Televisa e TV Azteca, o empresário admitiu a possibilidade de transmitir o sinal da RCTV "no México e através dos sistemas de difusão que existem no país", além da "possibilidade de co-produções". "Nossa prioridade é reencontrar o público telespectador, manter a empresa, sua viabilidade econômica", disse. O presidente da RCTV, que não deu mais detalhes sobre a eventual colaboração com as companhias televisivas mexicanas, afirmou que "Chávez leva a Venezuela a um caminho muito perigoso de totalitarismo, de confisco de todos os poderes, de eliminação da liberdade" e denunciou que o governante "está tentando estender o seu plano a outros países". Ele falou à imprensa no fim de um ato organizado pela Organização Democrata-Cristã da América (ODCA), no qual o ex-chefe de governo espanhol José María Aznar apresentou um relatório sobre a América Latina da Fundação para a Análise e Estudos Sociais. Aznar disse em seu discurso que "é uma obrigação moral denunciar o ataque arbitrário aos direitos e às liberdades das pessoas que o populismo exerce em diversos países da região".

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