Reaberto o mistério sobre o vôo 93 de 11 de setembro

A análise das vozes gravadas dentro da cabine do vôo 93, o único dos quatro seqüesrados nos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 que não se espatifou contra um alvo nos EUA, levou o FBI a indicar que um dos seqüestradores pode ter instruído seu parceiro, o piloto Ziad Jarrah, a jogar o avião sobre o campo da Pensilvânia em que ele caiu, enquanto os demais lançavam seus aparelhos contra as Torres Gêmeas e o Pentágono. Tal teoria, apresentada após as investigações, descarta a percepção popular de que os passageiros teriam enfrentado os terroristas na tentativa de assumir o controle do avião. As evidências levantadas pelo governo - incluídas no informe enviado ao Congresso americano no mês passado - buscam resolver um dos mistérios que ainda perduram en torno dos ataques terroristas mais letais da história dos EUA na resposta à pergunta : ?O que aconteceu nos últimos minutos a bordo do vôo 93??Esse vôo terminou com a queda do jato com 33 passageiros, sete tripulantes e quatro terroristas a bordo sobre uma área rural da Pensilvânia.O FBI diz que nunca se saberá com certeza o que ocorreu naqueles minutos, uma vez que a gravação dentro da cabine contém muita estática e gritos tanto em inglês como em árabe, além de outros ruídos, incluindo o som de vidros que se rompem. De acordo com funcionários do FBI, a fita foi melhorada e analisada por pilotos, engenheiros e outros profissionais.Mas eles destacam que sua análise não diminui o heroísmo dos passageiros que, após dizerem ?vamos em frente?, aparentemente se encaminharam até as portas da cabine na tentativa de surpreender os seqüestradores. ?A única coisa de que podemos ter certeza é de que os passageiros a bordo eram heróis?, disse a porta-voz do FBI Susan Whiston. Outro mistério sobre o vôo 93 é o alvo contra o qual os seqüestradores queriam fazer a nave se chocar. As autoridades acreditam que os terroristas tentavam atingir um alvo em Washihgton.

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