Reação internacional é de crítica aos ataques ao Iraque

Os ataques anglo-americanos desta sexta-feira contra alvos iraquianos nas proximidades de Bagdá geraram críticas imediatas de Rússia e China e um frio comentário da França."O que os militaristas norte-americanos estão fazendo no início das atividades da nova administração é um desafio à segurança internacional e a toda a comunidade mundial", declarou o coronel-general Leonid Ivashov, chefe do departamento de cooperação do Ministério da Defesa da Rússia, segundo a agência de notícias Interfax. "Não é a primeira vez que a situação iraquiana está prestes a ser resolvida, e os Estados Unidos lançam ações militares e arruinam o processo." Esta foi uma referência à nova rodada de negociações entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e o Iraque, prevista para ocorrer entre os dias 26 e 27 de fevereiro, com o objetivo de acabar com o impasse referente às inspeções de armas e aos 10 anos de sanções. A França, por sua vez, classificou os ataques como "sem propósito e mortais". O curto comentário do governo francês na noite desta sexta-feira sugeria que o ex-aliado de Estados Unidos e Grã-Bretanha durante a Guerra do Golfo estava insatisfeito com os novos ataques. A China acusou as patrulhas aéreas anglo-americanas de violar a soberania do Iraque e expressou rapidamente sua reprovação. "Condenamos os bombardeios dos aviões de Estados Unidos e Grã-Bretanha contra o Iraque", disse, sob condição de anonimato uma porta-voz da missão chinesa na ONU. "Somos contra o uso de armas sem a chancela do Conselho de Segurança em qualquer circunstância." A China e outros críticos argumentam não existir nenhuma resolução explícita da ONU que autorize o uso de força militar para proteger as minorias iraquianas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.