AP Photo/Matt Dunham
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Prédios em Londres são esvaziados devido a falhas de segurança contra incêndios

Residentes destes prédios, segundo a polícia local, estão sendo alojados em abrigos temporários, enquanto outros foram transferidos para hotéis

O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2017 | 08h48

LONDRES - A polícia metropolitana de Londres divulgou que foram esvaziadas 650 casas durante a madrugada deste sábado, 24, após investigações encontrarem problemas de segurança contra incêndios.

Segundo as autoridades, 27 blocos de apartamentos em arranha-céus em 15 áreas da cidade falharam nos testes de segurança.

Anteriormente, a polícia havia informado que partes de painéis de revestimento de 14 prédios em Londres, Manchester e Plymouth foram considerados inflamáveis.

Os testes nestas localidades estão sendo realizados no momento em que as autoridades ao redor do Reino Unido avaliam a segurança dos prédios após um grande incêndio em um arranha-céu em Londres, a Grenfell Tower, ter deixado ao menos 79 mortos e centenas de feridos. Os painéis de alumínio e polietileno usados no revestimento do prédio foram considerados os "responsáveis" por espalharem com rapidez o fogo que causou a tragédia.

Os residentes destes prédios, segundo a polícia local, estão sendo alojados em abrigos temporários, enquanto outros foram transferidos para hotéis.

Junto da polícia, o conselho municipal, bombeiros e a Cruz Vermelha britânica ajudam no suporte dos residentes.

Após receberem na noite de sexta-feira, 23, uma ordem de despejo, centena de pessoas, entre elas idosos e bebês, passaram a noite em camas infláveis em um centro esportivo da região, no meio de cenas de confusão e caos.

Por instrução da Câmara municipal do distrito, todos os afetados deverão ir para casa de parentes ou para hotéis reservados para eles, por três ou quatro semanas, período que deve durar as obras para a mudança dos revestimentos inflamáveis dos edifícios.

Com base nos relatórios dos inspetores, a Câmara municipal do distrito de Camden ordenou a saída provisória de um total de quatro blocos de apartamentos de propriedade municipal situada na área de Swiss Cottage, que apartamentos para pessoas sem recursos.

A primeira prefeita, Georgia Gould, disse na noite de sexta-feira que eram cinco as torres afetadas, mas uma delas foi considerada segura e seus moradores puderam retornar.

Georgia justificou a decisão de retirar os moradores em um período curto, o que incomodou os afetados, pois "a segurança dos moradores é prioridade", e revelou que, para além da falta de medidas anti-incêndios, foram detectadas problemas com os encanamentos de gás.

Em uma mensagem pelo Twitter, a primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, ofereceu seu apoio aos "moradores de Camden que devem deixar suas casas enquanto elas passam por melhorias".

Muitos dos residentes dos locais se queixaram, neste sábado, do fato de que foram informados pela televisão que tinham deixar seus apartamentos e que faltou informação.

Renee Williams, de 90 anos, e que vive no bloco Taplow desde 1968, afirmou que ouviu a notícia pela TV e que "ninguém veio avisar", com isso, tem apenas uma bolsa "para passar a noite".

Já o ex-piloto da Real Força Aérea britânica, Peter Bertram, de 96 anos, morador há 46 anos de uma das torres, disse estar "perturbado" pela transferência.

A decisão de desalojar os blocos resulta de uma revisão após o incêndio do último dia 14, na torre Grenfell, onde morreram ou desapareceram pelo menos 79 pessoas. / EFE e Associated Press

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