Rebekah Brooks diz que nunca aprovou escutas

A ex-editora do jornal News of the World, Rebekah Brooks, disse nesta terça-feira que nunca aprovou o grampeamento de ligações e que ficou horrorizada quando descobriu que o tabloide havia tentado invadir a caixa postal de uma adolescente desaparecida.

AE, Agência Estado

25 de fevereiro de 2014 | 16h34

Quando perguntada por seu advogado se havia aprovado em algum momento interceptar mensagens de voz, ela respondeu que não.

Rebekah disse que, como editora do tabloide, que pertencia ao conglomerado de mídia de Rupert Murdoch, entre 2000 e 2003, ela não sabia que as escutas eram contra a lei, mas que as teria considerado "uma séria invasão de privacidade".

"Eu acho que ninguém, incluindo eu, sabia que era ilegal", disse a ex-editora durante o terceiro dia de testemunho em julgamento na Grã-Bretanha sobre o caso de interceptação de ligações. "Ninguém, nenhum editor de área, nenhum jornalista, jamais veio até mim e disse ''Estamos trabalhando nessa e nessa história mas precisamos acessar as mensagens de voz dessas pessoas'' ou pediu minha aprovação para fazê-lo."

Rebekah disse que apenas em julho de 2011 descobriu o jornal tinha grampeado o telefone da adolescente Milly Dowler, de 13 anos, que foi sequestrada e assassinada em 2002.

A jornalista disse que estava de férias quando o telefone de Dowler foi invadido. O seu substituto e ex-amante, Andy Coulson, estava no comando do jornal. Coulson, que posteriormente se tornou chefe de comunicações do primeiro-ministro David Cameron, também está sendo julgado.

Em resposta à pergunta de seu advogado, Jonathan Laidlaw, se ela estava ciente da invasão do telefone de Dowler durante suas férias, Brooks disse: "Absolutamente não."

Murdoch fechou o tabloide News of the World, de 168 anos, em julho de 2011, em meio ao escândalo das escutas telefônicas na imprensa. Fonte: Associated Press.

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