Rebeldes acabam com bloqueio a reservatório no Sri Lanka

Rebeldes da guerrilha separatista Tâmil disseram nesta terça-feira que liberaram a água de um reservatório disputado no Sri Lanka, acabando assim com um bloqueio de 19 dias que resultou na pior batalha entre tropas governamentais e os guerrilheiros em quatro anos.Porém, o Ministério da Defesa afirmou que não há evidências de que a porta da reclusa da represa tenha sido aberta pelos guerrilheiros, já que nenhuma gota d´água chegou às vilas mantidas pelo governo."Nosso líder regional Elilan e representantes do povo vieram e abriram as reclusas", disse o porta-voz dos rebeldes Daya Master. "O governo usou este fato para molestar nosso povo - atacando-os, forçando sua retirada e deixando-os com fome. Então decidimos abrir as comportas", disse o porta-voz. Em 20 de julho, os rebeldes dos "Tigres da Libertação de Tâmil Eelam" bloquearam o envio de água para cerca de 60 mil moradores dos vilarejos controlados pelo governo, no distrito de Trincomalee, 215 quilômetros a nordeste de Colombo. A ação foi uma tentativa de forçar o governo a cooperar com as necessidades dos moradores das vilas mantidas pelos rebeldes, informou um comunicado dos guerrilheiros.Os "Tigres" exigiam, segundo o informe do grupo, a "segurança dos civis que precisam viajar entre as áreas governamentais e rebeladas, a remoção de proibições impostas pelo Exército, e a incorporação de suprimentos de água potável para suas áreas".Após o fracasso das conversas iniciais, o governo iniciou uma ofensiva para capturar as áreas ao redor do reservatório. A violência se espalhou para as vilas de Trincomalee, deixando muitos mortos e milhares de desabrigados. Uma contagem oficial dos mortos ainda não está disponível.Horas após o anúncio rebelde, os militares continuaram bombardeando áreas da guerrilha, informou o oficial rebelde Seevarathnam Puleedevan.Os rebeldes tâmil lutam contra o governo desde 1983 para criar um Estado autônomo para a minoria tâmil, que acusa a maioria cingalesa de discriminação. Até 2002, ano em que foi declarado um cessar-fogo entre o governo e os rebeldes, cerca de 65 mil pessoas morreram no conflito.

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