Rebeldes acusam governo de matar civis no Sri Lanka

Rebeldes tâmeis do Sri Lanka disseram nesta terça-feira que cerca de 1.000 civis foram mortos durante uma incursão de tropas do governo em seu território que, segundo o Exército, libertaram dezenas de milhares de civis presos na zona de guerra.

AE-AP, Agencia Estado

21 de abril de 2009 | 09h36

Na segunda-feira, soldados do Sri Lanka romperam a barreira que os rebeldes tâmeis haviam erguido para defender seu pedaço de território cada vez menor. Cerca de 35 mil civis saíram da área e o êxodo continuou nesta terça-feira. Segundo o governo, mais de 50 mil civis deixaram o local até o momento.

Os rebeldes tâmeis informaram em comunicado por e-mail que mais de 1.000 civis morreram na incursão do governo e quase 2.300 ficaram feridos. "E hoje o banho de sangue prevalece", disseram. O Exército negou a alegação da morte dos civis.

Os rebeldes pediram que as Nações Unidas e a comunidade mundial ajam para resgatar os civis presos. Entretanto, o governo e grupos de direitos humanos acusam os rebeldes de manter os civis contra a vontade deles para usá-los como escudo humano - uma acusação que os rebeldes negam.

Não é possível obter informações independentes sobre a situação porque a zona de guerra é restrita a jornalistas.

Grupos de direitos humanos afirmam que dezenas de milhares de civis continuam presos no território rebelde e temem que o número de civis mortos possa aumentar, caso o Exército lance um ataque final, conforme já ameaçou.

Nesta terça-feira, venceu um ultimato do governo de 24 horas para que os rebeldes se entregassem. Os rebeldes vêm lutando desde 1983 por um território independente para a minoria Tâmil. Mais de 70 mil pessoas morreram nos anos de violência.

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