Rebeldes arrastam soldados mortos na capital da Somália

Insurgentes somalis arrastaram nesta quarta-feira, 21, os corpos de soldados mortos pelas ruas de Mogadiscio e depois os queimaram, disseram testemunhas, segundo as quais oito pessoas morreram e várias ficaram feridas em violentos confrontos na cidade. Os corpos de pelo menos cinco soldados do governo somali ou da aliada Etiópia foram profanados durante os piores confrontos na anárquica capital desde que o governo interino assumiu o controle, em dezembro. Em um lugar, dois cadáveres foram arrastados pelos pés, apedrejados e chutados por uma multidão que gritava "Deus é grande", segundo um repórter da Reuters. Em outro, três corpos foram amarrados, chutados e também queimados, segundo uma testemunha. Essas cenas lembram os incidentes ocorridos em 1993, depois que milicianos somalis derrubaram um helicóptero militar dos EUA. Os soldados norte-americanos foram também arrastados pelas ruas de Mogadiscio, o que precipitou o início da retirada das forças de paz enviadas pelos EUA e pela ONU. No começo da tarde (hora local), testemunhas e hospitais diziam haver oito mortos e 65 feridos nos confrontos, iniciado quando os insurgentes dispararam contra forças etíopes e locais que estavam em tanques, segundo moradores. Este governo é a 14a tentativa de estabelecer um governo central desde a deposição do ditador Siad Barre, em 1991. Tropas de Uganda tentam atualmente ajudar o governo a controlar o caótico país do nordeste do continente. A exemplo dos etíopes, os ugandenses são vistos por muitos somalis como invasores estrangeiros, razão pela qual são atacados.

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