Rebeldes assumem ataque a base aérea do Sri Lanka

Rebeldes do grupo Tigres do Tâmil afirmaram terem atacado uma base aérea perto do aeroporto internacional do Sri Lanka na madrugada de segunda-feira, 26, (horário local) e alertaram para mais ataques aéreos. Pelo menos duas pessoas morreram e outras 17 ficaram feridas "Aviões da Força Aérea do Tâmil Eelam lançaram um ataque na base aérea militar do Sri Lanka", afirmou o porta-voz do grupo rebelde Rasiah Ilanthiraiyan por telefone da base ao norte dos Tigres. "Não é apenas preemptivo, é uma medida para proteger civis tâmeis de bombardeios aéreos genocidas por forças armadas do Sri Lanka", acrescentou. "Mais ataques da mesma natureza seguirão." O porta-voz disse que dois homens armados foram mortos no ataque e 17 ficaram feridos, mas disse que o aeroporto em si não foi danificado. Um porta-voz da Força Aérea do Sri Lanka já havia informado, anteriormente, que a base perto do aeroporto tinha sido atacada por dois aviões leves dos Tigres e que não havia danos ao aeroporto. Segundo autoridades de empresas aéreas, o aeroporto, a 37 quilômetros ao norte da capital Colombo, foi fechado. Companhias aéreas do país disseram que todos os pousos e decolagens foram suspensos. "Houve uma grande explosão no campo de força aérea em Katunayake, que não fica longe da pista do aeroporto, onde todas as nossas aeronaves de ataques estão estacionadas", disse o porta-voz da polícia, o vice-inspetor geral Jayantha Wickramaratne. O ataque acontece semanas após as ações da força aérea contra alvos dos Tigres do Tâmil no norte e no leste. Os Tigres atacaram o aeroporto pela última vez em 2001, um ano antes do acordo de cessar-fogo, que já fracassou. Naquele ataque, metade da frota do Sri Lanka foi destruída. O governo do presidente Mahinda Rajapakse pretende derrotar os Tigres militarmente em um prazo de 2 a 3 anos e está realizando ofensivas no leste e no norte, apesar dos apelos da comunidade internacional para parar. Os rebeldes advertiram que pode haver um banho de sangue e analistas dizem está surgindo um novo capítulo na guerra de uma década que matou cerca de 4.000 soldados, civis e rebeldes somente nos últimos 15 anos. A guerra civil matou cerca de 68.000 pessoas desde 1983.

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