Rebeldes atacam oleoduto da Shell na Nigéria

Insurgentes detonaram dinamite, provocando grande vazamento de petróleo; empresa reduz produção no país

Reuters,

15 de novembro de 2007 | 14h51

Agressores não identificados explodiram um oleoduto da Royal Dutch Shell na Nigéria, o maior produtor de petróleo da África, nesta quinta-feira, 15, dando continuidade a uma onda de violência que surgiu há um mês no país e afastando as esperanças dos esforços de paz realizados pelo governo. O ataque contra o oleoduto do terminal petrolífero Forcados representa um revés para as tentativas da empresa de retomar a produção no delta do Níger, prejudicada por uma onda anterior de ataques dos militantes, em 2006. A investida também sinaliza o descontentamento dos militantes com a forma como o governo vem conduzindo a iniciativa de paz, iniciada em maio com a posse do presidente Umaru Yar'Adua. "Houve um ataque contra o oleoduto que alimenta o terminal de Forcados", disse um porta-voz da Shell. Segundo pessoas ligadas ao setor, dinamite foi usada e um grande volume de petróleo vazou na área, localizada no Estado do Delta, no sul do país. Como resultado, a Shell reduziu sua produção em 20 mil a 50 mil barris por dia (bpd), disse uma outra fonte do setor petrolífero. A multinacional estava retomando o volume de produção na região de Forcados depois de uma onda anterior de ataques e seqüestros realizados por militantes em fevereiro de 2006. A produção era de 70 mil bpd antes da explosão mais recente e deveria aumentar para 160 mil até julho do próximo ano.

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