Rebeldes colombianos tentam atingir avião militar

Rebeldes esquerdistas dispararam no domingo um morteiro contra um avião militar em um aeroporto da cidade colombiana de Neiva, mas a aeronave não foi atingida, informou a Força Aérea Colombiana.   O ataque ocorreu uma semana depois de uma outra ação frustrada semelhante contra a prefeita da cidade.   O avião Hércules C-130 da Força Aérea Colombiana, com mais de 50 militares a bordo - entre tripulantes e passageiros - transitava pela pista do aeroporto de Benito Salas, quando foi disparado, de um terreno nos arredores do local.   "Um avião Hércules, que cumpria o itinerário Bogotá-Puerto Leguizamo-Neiva, foi alvo do disparo de um morteiro, ainda estamos tentando identificar o tipo do morteiro", disse a jornalistas o comandante da Força Aérea Colombiana, general Jorge Ballesteros.   "Atingiu a pista, a cerca de 50 ou 60 metros da aeronave. Não houve danos nem feridos", disse ele.   Fontes militares e polícia atribuíram o ataque aos rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).   O ataque frustrado foi registrado no momento em que se espera que o grupo rebelde entregue a uma missão internacional, liderada pela Venezuela, três reféns que estão sob seu controle.   Neiva, capital da província de Huila, está situada a 250 quilômetros a sudoeste de Bogotá, e foi cenário nos últimos anos de vários ataques do grupo guerrilheiro, incluindo um na semana passada, em que a prefeita Cielo González escapou ilesa de um atentado contra a caravana de veículos em que se encontrava.   Em março, as Farc explodiram um veículo carregado de explosivos com o qual pretendiam assassinar Gonzáles. Uma segunda bomba colocada num duto de esgoto explodiu dois dias depois, causando a morte de quatro policiais e um civil.   Em 2001, rebeldes das Farc invadiram um conjunto de apartamentos e sequestraram várias pessoas, incluindo a mulher e filhos de um senador.   Em fevereiro de 2003, instalaram explosivos em uma casa próxima do mesmo aeroporto, em um atentado que visava o presidente Alvaro Uribe. Quinze pessoas morreram e trinta ficaram feridas naquela oportunidade.   Uribe, que assumiu o poder em agosto de 2002 e foi reeleito para o segundo mandato até 2010, lidera uma agressiva campanha militar que obrigou a guerrilha a realizar uma retirada estratégica, e que incluiu o aumento dos gastos militares e do número de efetivos das Forças Armadas.

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