Rebeldes cumprem acordo e deixam santuário em Najaf

Milicianos radicais misturaram-se aos fiéis na Mesquita Imã Ali, saíram, fecharam as portas do santuário e entregaram as chaves ao principal clérigo xiita do Iraque, grão-aiatolá Ali Husseini al-Sistani, cumprindo sua parte num plano de paz visando a pôr fim a três semanas de devastadores combates na cidade sagrada de Najaf. Mais tarde, dezenas de policiais e membros da Guarda Nacional iraquiana cercaram o santuário - muitos beijando seus portões e chorando - e o governo retomou o controle sobre a Cidade Velha de Najaf. Alguns moradores do bairro, devastado nos combates recentes, acenavam para eles e gritavam: "Sejam bem-vindos!"Forças dos EUA ainda mantinham suas posições ao redor do local sagrado, com tanques a 300 metros da mesquita e aviões de combate sobrevoando o local, apesar de o acordo determinar que todas as forças estrangeiras devem deixar a cidade. "Hoje, o povo de Najaf poderá dormir tranqüilo", afirmou Hamed al-Khafaf, assessor do grão-aiatolá. Dezenas de milicianos leais a Muqtada al-Sadr empilharam seus fuzis AK-47 na frente do escritório do clérigo radical xiita, mas acredita-se que milhares de outros continuam armados, e alguns foram vistos empurrando uma carroça cheia de metralhadoras e lançadores de mísseis por uma viela da Cidade Velha. O acordo de paz permite que Al-Sadr fique em liberdade e mantenha sua milícia, as Brigadas Mahdi.

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