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Rebeldes da Líbia prometem eleições em 8 meses

Em entrevista, líder do CNTdisse que era Kadafi está acabada, mesmo sem sua captura

AE, Agência Estado

24 de agosto de 2011 | 08h57

ROMA - O líder do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia, Mustafa Abdel Jalil, afirmou no jornal italiano La Repubblica nesta quarta-feira, 24, que seu país terá eleições livres em breve. "Em oito meses, realizaremos eleições legislativas e presidenciais", afirmou Jalil. O CNT controla boa parte do país, porém há ainda áreas sob controle das forças do líder Muamar Kadafi, inclusive zonas da capital.

 

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"Nós queremos um governo democrático e uma Constituição justa. Sobretudo não queremos continuar isolados do mundo como tem sido até agora", afirmou Jalil.

 

"A era Kadafi está acabada, mesmo se ela apenas acabar realmente com a captura dele e sua condenação pelos crimes que ele cometeu", disse a liderança rebelde. Jalil informou que há um consenso no CNT para que Kadafi e seus aliados sejam julgados "em um julgamento justo, mas ele deve ocorrer na Líbia". Kadafi e seu filho Seif al-Islam são procurados pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes contra a humanidade. Na terça-feira, o ministro das Relações Exteriores italiano, Franco Frattini, disse preferir que Kadafi fosse julgado pelo TPI em Haia.

Contratos

 

A liderança rebelde honrará os contratos firmados entre companhias estrangeiras e o regime de Kadafi, afirmou um porta-voz rebelde no Reino Unido nesta quarta-feira.

Questionado sobre se os contratos serão respeitados pelo CNT, o coordenador da entidade no Reino Unido, Guma Al-Gamaty, disse à rádio BBC que "eles serão honrados". Também afirmou que o CNT, que está sediado em Benghazi, no leste do país, está determinado a buscar a reconciliação nacional, não uma vingança contra aqueles que defenderam o ditador. "Nós realmente não queremos mais derramamento de sangue", garantiu. "Queremos ser o mais inclusivos possível, acreditamos que a Líbia é para todos os líbios."

Gamaty lembrou que Kadafi está no poder há 42 anos, fornecendo empregos para muitas pessoas. "Nós não vamos nos posicionar contra elas", disse.

As informações são da Dow Jones

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