Rebeldes dão ultimato; leais a Kadafi prometem resistir

As forças que combatem o regime do coronel Muamar Kadafi na Líbia deram um ultimato neste sábado aos moradores da cidade de Bani Walid: render-se até o domingo ou enfrentar um ataque em grande escala. O ultimato foi dado horas depois de o presidente do Conselho Transitório Nacional (CTN), Mustafa Abdul Jalil, prorrogar por mais uma semana o prazo dado para que Sirte, a cidade natal de Kadafi, também se renda aos rebeldes.

AE, Agência Estado

03 Setembro 2011 | 19h08

Abdel Razak al-Nathori, comandante das forças rebeldes que avançam contra Bani Walid, disse que milhares de combatentes cercam a cidade, situada 140 km a sudeste de Trípoli, a capital. As forças contrárias a Kadafi detiveram seu próprio avanço a 10 km de Bani Walid para evitar serem atingidas acidentalmente pelos aviões de seus aliados da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte, a aliança militar liderada pelos EUA).

"Se eles não içarem a bandeira rebelde até amanhã, vamos entrar com força", disse Al-Nathori. Ele acrescentou que um dos filhos de Kadafi, Muatassim, esteve em Bani Walid neste sábado. Não há confirmação independente dessa informação; os rebeldes já anunciaram várias vezes a morte ou a prisão dos filhos de Kadafi, e em todas essas ocasiões os informes acabaram desmentidos.

Outro oficial rebelde, Mahmoud Abdel-Aziz, disse ter se reunido com líderes da tribo Warfala, que reúne 1 milhão de pessoas (cerca de um sexto da população de toda a Líbia). A tribo, que tradicionalmente controla a região de Bani Walid, é uma das que prometeram continuar a defender Kadafi contra as tribos da região de Benghazi, no leste da Líbia, que compõem a maior parte do movimento rebelde. Segundo Abdel-Aziz, os líderes dos Warfala disseram que não se renderiam aos rebeldes. As informações são da Associated Press.

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