Rebeldes de Uganda sequestram e matam centenas, diz grupo

Um grupo armado rebelde de Uganda sequestrou 697 pessoas na África central nos últimos 18 meses, matando a maioria delas, de acordo com a investigação de um grupo de direitos humanos.

KATRINA MANSON, REUTERS

12 de agosto de 2010 | 17h08

"O LRA (sigla em inglês do Exército da Resistência do Senhor) matou aos menos 255 crianças e adultos, algumas vezes esmagando suas cabeças", disseram investigadores do Human Rights Watch (HRW) que passaram um mês buscando evidências sobre os ataques na República Centro-Africana e na República Democrática do Congo.

"Quase um terço dos sequestrados são crianças, muitos deles estão sendo obrigados a servir como soldados ou escravos sexuais dos combatentes do grupo", disse um comunicado do HRW.

O grupo de direitos humanos identificou os abusos cometidos pelo LRA, que incluem amarrar as pessoas pela cintura em longas correntes humanas e espancá-las obrigando-as ao trabalho forçado.

Aqueles que não conseguem manter o ritmo do trabalho, são espancados até a morte. Muitas crianças são recrutadas para matas outras crianças.

Segundo o HRW, esses ataques tiveram um "impacto devastador" em comunidades locais. Até 74 mil pessoas foram obrigadas a fugir da República Centro-Africana e do vizinho Congo para escapar da violência.

Outro grupo de direitos humanos, o Enough, disse na quarta-feira que o LRA atacou o território de Bas Uele 51 vezes nos últimos 15 meses, aumentando o número de mortos no Congo vítimas do LRA para 2.500 desde 2008.

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