Rebeldes declaram trégua, mas Sri Lanka rejeita

Governo acusa tigres tâmeis de tentar ganhar tempo, quando estão prestes a ser derrotados

AP, COLOMBO, O Estadao de S.Paulo

27 de abril de 2009 | 00h00

Diante da iminente derrota no campo de batalha, os rebeldes tigres tâmeis declararam ontem um cessar-fogo unilateral e pediram que o governo encerrasse sua ofensiva para poupar as dezenas de milhares de civis apanhados no meio do fogo. O governo rejeitou o apelo e acusou os rebeldes de tentar ganhar tempo no momento em que as forças militares estão prestes a derrotá-los e pôr fim à guerra separatista que assola esta ilha do Oceano Índico há um quarto de século. "Isso é uma piada", disse o secretário da Defesa, Gotabhaya Rajapaksa, sobre a oferta de trégua dos rebeldes.A declaração de cessar-fogo surgiu em meio a apelos internacionais para uma pausa nos combates para permitir a saída da zona de guerra dos estimados 50 mil civis da etnia tâmil que ainda estão na região. O governo e grupos humanitários acusam os rebeldes de manter os civis como reféns para conter a ofensiva do governo, acusação rejeitada pelos rebeldes. INANIÇÃORelatos da região detalharam casos crescentes de mortes por inanição e baixas civis nos últimos dias. A ONU, segundo a qual quase 6.500 civis foram mortos nos últimos três meses, enviou seu mais graduado funcionário para assuntos humanitários para uma missão de emergência no Sri Lanka para promover um cessar-fogo. John Holmes reuniu-se ontem com funcionários de alto escalão do governo para ressaltar "a urgente necessidade de acesso humanitário à zona de combate", informou o porta-voz da ONU Gordon Weiss. O governo tem impedido a entrada de trabalhadores humanitários na região desde a intensificação dos combates em setembro.

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