Rebeldes dizem estar sem armas para pôr fim à guerra na Síria

Cenário: Raja Abdulrahim / LA Times

O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2013 | 02h02

Comandantes dos rebeldes sírios, no momento em que esperavam receber uma grande quantidade de armas pesadas que os ajudariam numa grande ofensiva contra as forças do presidente Bashar Assad, dizem que os carregamentos vindos de fora do país não chegaram.

Embora tenham contabilizado ganhos no norte e no leste do país, com a captura de bases militares e de postos de controle, insurgentes que previam uma rápida vitória dizem agora que o arsenal é insuficiente para manter a guerra. "Não haverá um fim rápido e efetivo", disse Nabil Amir, porta-voz do Conselho Militar de Damasco, um grupo considerado chave.

As armas para a oposição síria vêm principalmente dos Estados Árabes, da região do Golfo, mas os comandantes acusam os Estados Unidos de pressionarem seus aliados regionais e provocarem a morosidade do transporte.

A relutância dos países árabes e ocidentais em armar os rebeldes tem como base, em parte, a preocupação de que as armas caiam em mãos de grupos considerados extremistas.

No entanto, esse receio em armar os insurgentes, paradoxalmente, tem servido para aumentar a influência dos combatentes islamistas na Síria, que emergiram como os mais bem armados do movimento contra Assad.

Fortes e disciplinados, esses islamistas foram mais bem-sucedidos na captura de armas do Exército sírio. Alguns suspeitam que eles também tenham apoio de patrocinadores abastados, possivelmente ligados à Al-Qaeda.

Membros do alto escalão do Pentágono, entre eles o secretário de Defesa, Leon Panetta, revelaram recentemente ter apoiado uma recomendação feita pelo Departamento de Estado e pela CIA para armar os rebeldes, mas foram desautorizados pela Casa Branca. Na segunda-feira, a União Europeia decidiu continuar com seu embargo de armas para as duas partes do conflito sírio.

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