Rebeldes dizem ter tomado rotas de escape no sul da Líbia

Domínio sobre cidades do deserto isola tropas de Kadafi que resistem em Sirte e Bani Walid

BBC

22 Setembro 2011 | 12h25

TRÍPOLI - O governo interino da Líbia disse ter capturado áreas estratégicas no deserto do sul do país, bloqueando importantes rotas de escape na região.

 

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Segundo um porta-voz do Conselho Nacional de Transição (CNT), a tomada das cidades de Hun, Waddan e Sokna, no oásis de Al-Jufra, impede a saída de cidades como Bani Walid e Sirte, que ainda oferecem resistência. "Al-Jufra - que compreende as cidades Hun, Waddan e Sokna - foi liberado", disse o porta-voz militar do governo interino.

 

Na quarta-feira, os combatentes do CNT já haviam conquistado a principal cidade do deserto líbio, Sabha. Para correspondentes, a queda das cidades no deserto do Sahara elevará ainda mais a pressão contra forças do líder deposto do país, coronel Muamar Khadafi, entrincheiradas em Sirte e Bani Walid.

 

 

Avanço suspenso

Apesar do avanço, as forças anti-Khadafi informaram ter suspendido os ataques contra as duas cidades. Um comandante das forças do governo interino a 25 km de Sirte disse à agência AFP que os combates seriam suspensos por uma semana por falta de munição.

Em Bani Walid, testemunhas disseram que as forças do conselho transitório estavam posicionando tanques e lançadores de foguetes em preparação para o assalto à cidade. Mas não está claro quando a ofensiva ocorreria.

Na quarta-feira, a aliança militar ocidental, a Otan, anunciou que estenderá por mais 90 dias a sua campanha na Líbia, que tem sido crucial no avanço das forças anti-Khadafi.

No campo financeiro, o diário britânico "Financial Times" afirmou que o governo interino poderá contar com US$ 23 bilhões achados no Banco Central líbio, que não foram levados por Khadafi na fuga.

 

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