Rebeldes do Congo não devem deixar Goma

Goma, cidade no Congo cujo controle foi recentemente assumido por grupos rebeldes, amanheceu tensa nesta segunda-feira. Os residentes aguardam para ver se os rebeldes vão acatar um ultimato de deixarem a cidade até a meia-noite (horário local).

AE, Agência Estado

26 de novembro de 2012 | 12h14

Um grupo regional que negocia um fim aos confrontos emitiu o ultimato no sábado, em Uganda, país vizinho. Eles deram ao grupo M23 dois dias para se retirar de Goma. O prazo termina à meia-noite.

O líder militar do M23, Sultani Makenga, não comentou se planeja respeitar o prazo. Ele afirmou que está a caminho de Kampala para novas conversas. "Saberei mais sobre o que está acontecendo quando eu chegar em Kampala. Estou a caminho", disse. "Conversaremos sobre tudo isso nas próximas horas."

Em Goma, cidade de cerca de um milhão de habitantes, os rebeldes parecem estar aumentando suas patrulhas. Enquanto isso, o exército do Congo está se reagrupando na cidade de Minova, a 60 quilômetros do sul de Goma, e as conversas de negociação parecem estagnadas.

O M23 é composto de centenas de soldados que desertaram o exército do Congo em abril. Desde então, os rebeldes vêm ocupando vastas áreas do território do país. Eles acusam o governo do Congo de não respeitar os termos de um acordo de paz de 2009, que os incorporava ao exército nacional. As informações são da Associated Press.

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