Rebeldes do Mali declaram cessar-fogo

O grupo rebelde que recentemente assegurou o controle do norte do Mali, numa manobra que efetivamente dividiu o miserável país africano em dois, anunciou nesta quinta-feira que atingiu seu objetivo militar e declarou um cessar-fogo.

AE, Agência Estado

05 de abril de 2012 | 12h19

Moussa Ag Assarid, porta-voz do Movimento Nacional pela Libertação do Azawad, disse que o cessar-fogo tem como objetivo permitir a entrada de ajuda humanitária no norte, onde o comércio foi saqueado.

Na Costa do Marfim, os chefes militares das nações que fazem fronteira com o Mali se reuniram hoje para discutir um plano de intervenção militar. Segundo o vice-ministro da Defesa do país, Paul Koffi Koffi, o grupo considera a possibilidade de intervir no Mali para reverter o golpe que depôs o presidente malinês no mês passado e também para garantir sua integridade territorial depois do avanço dos rebeldes na região norte.

A organização que representa os 15 países da África Ocidental (ECOWAS, na sigla em inglês) foi instruída a elaborar um plano detalhado, incluindo quantos soldados cada nação enviará, o cronograma para prepará-los e a organização logística.

Em Paris, o ministro das Relações Exteriores da França, Alain Juppé, disse que seu país está disposto a oferecer auxílio logístico às forças africanas. O chefe do gabinete militar francês, o almirante Edouard Guillaud, viajou hoje à Burkina Faso para discutir detalhes da ajuda.

O movimento insurgente no Mali teve início em janeiro, com o objetivo de estabelecer um território tuaregue independente no norte, conhecido como Azawad. Eles só conseguiram tomar cidades pequenas até 21 de março, quando soldados tomaram o palácio presidencial em Bamako, capital do país, e derrubam o presidente eleito democraticamente.

Na confusão que se seguiu ao golpe, os rebeldes lançaram uma nova ofensiva e conseguiram ocupar as capitais das três principais províncias do norte, Kidal, Gao, e Timbuktu. As informações são da Associated Press.

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