Rebeldes e milícias pró-governo do Congo retomam confrontos

Governo acusa rebeldes de apresentarem novas exigências após terem rejeiado um acordo de cessar-fogo

Efe,

22 de dezembro de 2008 | 18h19

O grupo rebelde Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP) e milicianos Mai-Mai - aliados do governo da República Democrática do Congo (RDC) - travaram nesta segunda-feira, 22, intensos confrontos na localidade de Nyange, situada 140 quilômetros ao nordeste de Goma, capital da província de Kivu Norte (leste). Segundo a emissora de rádio da Missão das Nações Unidas para a RDC (Monuc), o CNDP indicou que seus soldados desenvolvem "operações de segurança contra pequenos grupos armados que têm cometido atos de pilhagem e roubo de gado na região."   Veja também: Rebeldes se recusam a assinar cessar fogo expandido Histórico dos conflitos armados no Congo   Os enfrentamentos ocorrem em meio a uma contínua situação de tensão alimentada pelas afirmações do CNDP de que as Forças Armadas congolesas e seus aliados Mai-Mai ocuparam posições deixadas pelo grupo rebelde, que recuou em novembro último após declarar trégua unilateral. No sábado passado, o CNDP advertiu que suas tropas não demorariam a reagir se os soldados governamentais e os milicianos continuassem a avançar.   O governo de Kinshasa, por sua vez, acusou nesta segunda os rebeldes de apresentarem novas exigências após terem se negado a ratificar um acordo de cessar-fogo durante as conversas de paz que os dois lados têm promovido em Nairóbi.   "É muito lamentável que o CNDP nos tenha feito perder tempo nas negociações de Nairóbi", disse o ministro das Comunicações congolês, Lambert Mende, que especificou que "após exigir a presença de representantes do Parlamento e da oposição nas conversas, fica fácil imaginar que os rebeldes voltarão com novas condições no futuro."   As negociações de Nairóbi tentam pôr fim a um conflito de 15 anos no leste congolês e que ganhou força em agosto passado, quando o CNDP, liderado pelo general Laurent Nkunda, pegou em armas contra o regime do presidente Joseph Kabila.

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