Rebeldes executaram homens leais a Kadafi, diz HRW

Rebeldes líbios parecem ter "executado sumariamente" vários combatentes leais a Muamar Kadafi e, provavelmente, o próprio ditador, quando invadiram sua cidade natal um ano atrás, afirmou nesta quarta-feira o Human Rights Watch (HRW).

AE, Agência Estado

17 de outubro de 2012 | 12h13

O relatório da organização de direitos humanos trata dos supostos abusos cometidos por rebeldes após a captura da cidade de Sirta, em outubro de 2011, durante uma das maiores batalhas finais da guerra civil, que durou oito meses. O documento é uma das mais detalhadas descrições do que o grupo chama de crimes de guerra cometidos pelas milícias que derrubaram Kadafi e que, atualmente, ainda têm um importante papel na política líbia.

O relatório de 50 páginas, intitulado "A morte do ditador: Vingança Sangrenta em Sirta", detalha as últimas horas da vida de Kadafi em 20 de outubro de 2011, quando ele tentou fugir da cidade, que estava sitiada.

O comboio do antigo líder foi atingido por aviões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) quando tentava escapar. Os sobreviventes foram atacados por milícias da cidade de Misurata, que capturaram e desarmaram o ditador e sua comitiva.

"Evidências sugerem que milícias de oposição executaram sumariamente pelo menos 66 membros capturados da comitiva de Kadafi em Sirta", disse Peter Bouckaert, diretor de emergências do Human Rights Watch.

De acordo com o grupo, sediado em Nova York, novas evidências mostradas pela investigação incluem imagens gravadas por um telefone celular, feitas por milicianos, que mostram um grande número de prisioneiros do comboio de Kadafi sendo xingados e sofrendo abusos de combatentes opositores.

O próprio ditador é visto vivo em imagens que foram divulgadas pouco após a batalha e se espalharam pelo mundo.

O HRW disse que "pelas leis de guerra, o assassinato de combatentes capturados é um crime de guerra e autoridades civis e militares líbias têm a obrigação de investigar crimes de guerra e outras violações da lei humanitária internacional. As informações são da Associated Press.

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