Rebeldes explodem caminhão de cloro, no Iraque

Um caminhão carregado com cloro explodiu nesta terça-feira, 20, na frente de um restaurante em Taji, 20 quilômetros ao norte de Bagdá, matando pelo menos nove pessoas e espalhando uma fumaça tóxica pela cidade. Cerca de 150 moradores - entre eles, dezenas de mulheres e crianças - foram levados a hospitais, vítimas tanto da explosão como do envenenamento pelo gás liberado.Segundo um funcionário do Ministério do Interior, que não quis ser identificado, a explosão foi causada por uma bomba colocada por rebeldes dentro do caminhão. O ataque químico seria o primeiro lançado por rebeldes desde o início da guerra no Iraque, em março de 2003, e indicaria a disposição dos insurgentes a utilizar estratégias ainda mais mortíferas do que as adotadas até agora.Em outro incidente, em Bagdá, um homem-bomba se explodiu num velório no centro da cidade, matando sete pessoas. Outros seis iraquianos morreram no bairro de Sadiya, onde um carro foi detonado num posto de gasolina. Os ataques desafiam o novo plano de segurança - implementado, na semana passada, para tentar conter a violência na capital.A operação também pode ser abalada pela declaração de uma mulher muçulmana sunita, que afirma ter sido estuprada, no domingo, por policiais xiitas que participavam de ações do plano.Plano de segurançaA acusação dividiu o governo iraquiano. O primeiro-ministro Nuri al-Maliki, que é xiita, refutou a informação, dizendo que "grupos conhecidos" fabricaram a história para minar o plano de segurança. "A mulher foi examinada por médicos e confirmou-se que não houve abuso sexual", dizia um comunicado do governo. Já os políticos sunitas acusam o governo de violar os direitos humanos.Ainda nesta terça-feira, o Exército britânico transferiu o controle da Província de Basra, no sul do país, para os iraquianos. A Grã-Bretanha já anunciou que vai retirar a maioria de seus soldados em breve.Autoridades locais afirmaram que o ataque a uma base dos EUA em Tarmiyah, no domingo, matou também oito policiais iraquianos. Dois soldados dos EUA também morreram na ousada incursão.

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