Rebeldes explodem oleoduto da Shell e matam 11 na Nigéria

Exército nigeriano confirma ataque, mas nega que qualquer soldado tenha morrido em troca de tiros no local

Agências internacionais,

26 de maio de 2008 | 08h14

O Movimento para a Emancipação do Delta do Níger (MEND) afirmou nesta segunda-feira, 26, que atacou um oleoduto da empresa Shell no sul do país e matou pelo menos 11 soldados, ainda que o porta-voz militar negue o ataque.   Veja também:    Preço do petróleo sobe com notícia de ataques na Nigéria   Segundo informou o grupo em um comunicado enviado por e-mail, os rebeldes sabotaram os oleodutos da estação de Alowa e mataram "todos os soldados bêbados que ali se encontravam, que chegavam a 11". O Exército nigeriano inicialmente negou o ataque, mas acabou confirmado posteriormente a explosão, afirmando que ela não era escoltada por soldados.   "As causas da explosão ainda não foram determinadas, mas existe uma forte suspeita de que explosivos foram usados por cafajestes", disse o porta-voz militar Sagir Musa. Ele afirmou ainda que tropas foram enviadas ao local da explosão, mas negou que 11 soldados foram mortos em troca de tiros. "Nem um único de nossos soldados foi assassinado em ataques", disse o responsável da segurança da região do delta do Níger. "Estas são táticas utilizadas pelo Mend para chamar a atenção", acrescentou.   Em sua declaração, os rebeldes detalharam que a ação era dirigida contra o governo nigeriano, "que durante um ano fracassou em garantir a paz, segurança e reconciliação na região do delta do Níger". Os insurgentes afirmaram ter roubado todas as armas, munição e coletes antibala dos soldados antes de dinamitar e afundar o navio no qual se encontravam os membros do Exército nigeriano.   A Nigéria, maior produtora de petróleo da África, tem desdobrada milhares de tropas com a função de proteger os funcionários que trabalham nos dutos petrolíferos e nos oleodutos.   Segundo a Dow Jones, a Royal Dutch Shell PLC (RDSA) confirmou um ataque a um de seus oleodutos, com responsabilidade atribuída a um grupo separatista, e disse que parte da produção foi interrompida para conter um derramamento de petróleo. "A SPDC (Shell Petroleum Development Corporation) pode confirmar o ataque à linha Nembe Creek em Awoba", disse um porta-voz à agência AFP.

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