Rebeldes fizeram campanha de canibalismo no Congo

Uma investigação das Nações Unidas confirmou a ocorrência de canibalismo, estupros, tortura e matanças cometidos pelos rebeldes em uma terrível campanha de atrocidades contra civis nas florestas do nordeste do Congo, com crianças entre as vítimas.Os grupos rebeldes acusados incluem o Movimento Congolês de Libertação, de Jean-Pierra Bemba, um dos dois mais importantes movimentos insurgentes que agora devem ter um papel de liderança no governo congolês, segundo o acordo - obtido a duras penas - que prevê a divisão do poder, e tem como objetivo acabar com a guerra nesta nação da África central.Os rebeldes chamaram de "Operação de Limpeza" a campanha de terror por eles promovida, afirmou Patricia Tome, porta-voz da missão da ONU sediada na capital, Kinshasa. "A operação foi apresentada às pessoas quase como uma campanha de vacinação, com o objetivo de saquear as casas e estuprar as mulheres", disse Tome. As acusações fazem parte de um relatório preliminar baseado em uma missão de seis dias, feita por investigadores da ONU na semana passada na remota província de Ituri. A investigação foi uma resposta aos protestos de clérigos e de organizações sem fins lucrativos que operam na província.As revelações foram transmitidas para o Conselho de Segurança da ONU e para o Alto Comissariado das Nações Unidas para Direitos Humanos.

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