Rebeldes foram repelidos para o Sudão, diz Chade

O ministro da Defesa do Chade, Bichara Issa Djadallah, afirmou hoje à emissora francesa "RFI" que o Exército repeliu os rebeldes para o Sudão e que os combates em Adré, no leste do Chade, próximo à fronteira sudanesa, causaram cerca de 150 mortes. Os rebeldes atravessaram a fronteira e "estão no Sudão neste momento", assegurou o ministro. As forças armadas governamentais do Chade repeliram ontem um ataque dos rebeldes da Frente Unida para a Mudança (FUC) contra a capital, Ndjamena. "Há mais de 200 feridos, vários mortos e 200 prisioneiros. Já acabou", disse o ministro chadiano ao ser questionado sobre a ofensiva rebelde contra Ndjamena. Em relação a Adré, disse que houve "ataques" e que os rebeldes foram "repelidos até o interior do Sudão". O ministro negou que elementos da rebelião sudanesa em Darfur tenham combatido junto às forças governamentais chadianas contra a FUC. Por sua vez, um porta-voz do FUC declarou à mesma emissora que o retorno da calma em Ndjamena se deve a "um recuo tático" dos rebeldes, embora tenha assegurado que, "no momento oportuno", os rebeldes "tomarão" a capital. Paralelamente, o correspondente da "RFI" na capital do Chade indicou que hoje reinava a calma na cidade e que o liceu francês, que estava fechado desde a última quarta-feira, reabrirá hoje suas portas. Cerca de 1.500 franceses residem no Chade, antiga colônia francesa. Há dois dias, a França enviou a 150 soldados ao Chade, que se somaram aos 1.200 militares que Paris mantém postados no país há duas décadas.

Agencia Estado,

14 Abril 2006 | 06h46

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