Mohammed Huwais / AFP
Mohammed Huwais / AFP

Rebeldes houthis do Iêmen acusam coalizão de ‘grave escalada’ em cidade portuária

Grupo diz que objetivo é acabar com o acordo alcançado em dezembro em Estocolmo sobre uma trégua e retirada militar na região

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de setembro de 2019 | 07h39

SANÁ - Os rebeldes houthis do Iêmen acusaram nesta sexta-feira, 20, a coalizão liderada pela Arábia Saudita de uma “grave escalada em Hodeida”, uma cidade portuária a oeste do país, “com o objetivo de acabar com o acordo” alcançado em dezembro em Estocolmo sobre uma trégua e retirada militar na região.

“Os intensos ataques sobre Hodeida constituem uma grave escalada que pretende acabar com o acordo de Suécia”, declarou Mohamed Abdesalem, um dos representantes dos houthis, citado pela emissora Al-Masirah, um dia depois da ofensiva anunciada pela coalizão.

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“A coalizão será considerada responsável pelas consequências desta escalada, e a postura da ONU a respeito será observada com interesse”, acrescentou.

Operação militar contra houthis

A coalizão liderada por Riad, presente no Iêmen desde 2015, anunciou que lançou na quinta-feira uma operação militar contra os rebeldes houthis apoiados pelo Irã, o primeiro ataque desde os ataques às instalações petrolíferas sauditas no dia 14.

Porta-vozes da coalizão afirmaram que destruíram quatro locais utilizados pelos rebeldes para montar navios teleguiados e minas marítimas, de acordo com um comunicado oficial.

Os houthis reivindicaram a autoria dos ataques contra as instalações petrolíferas no leste da Arábia Saudita. No entanto, Riad e Washington acusam Irã de estar por trás das ações, o que Teerã desmente. / AFP

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