Fayez Nureldine / AFP
Fayez Nureldine / AFP

Rebeldes houthis do Iêmen ameaçam lançar novos ataques contra instalações petrolíferas sauditas

Grupo reivindica responsabilidade pelas ações com drones no fim de semana; advertência surge após EUA atribuírem a culpa ao Irã

Redação, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2019 | 10h57

SANÁ - Os rebeldes houthis do Iêmen ameaçaram nesta segunda-feira, 16, lançar novos ataques contra instalações de petróleo da Arábia Saudita, dias após reivindicarem a responsabilidade pelas ações com drones no fim de semana. 

"Temos um braço comprido que pode chegar a qualquer lugar, a qualquer momento", disse o porta-voz militar dos rebeldes, Yahiya Saree, dirigindo-se ao "regime saudita".

A nova ameaça surge após o governo dos Estados Unidos atribuir a culpa dos ataques ao Irã e do presidente Donald Trump dizer que seu país está "armado e carregado" ("locked and loaded") para retaliar com uma ação militar as ações contra o maior centro produtor de petróleo do mundo, na Arábia Saudita. Teerã nega envolvimento no caso.

De acordo com o jornal Washington Post, os rebeldes apoiados pelo governo iraniano alertaram os estrangeiros a deixar a área onde foram registrados os ataques, que tiveram como alvo as instalações que pertencem à estatal Saudi Aramco. Saree disse que o local pode ser atacado novamente "a qualquer momento".

"Garantimos ao regime saudita que nossa grande mão pode alcançar o lugar que quisermos e quando quisermos", afirmou o porta-voz em um comunicado, acrescentando que foram utilizados drones modificados com motores a jato nas ações do fim de semana.

Os houthis, que tomaram o controle da capital iemenita do governo reconhecido internacionalmente em 2014, têm travado uma guerra devastadora contra a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen e, segundo os governos americano e saudita, recebem apoio militar e logístico do Irã.

Funcionários do governo dos EUA, incluindo o secretário de Estado, Mike Pompeo, culpam diretamente os iranianos pelos ataques, dizendo que as ações não tiveram origem no Iêmen. Pompeo não mostrou evidências para a acusação.

Nesta segunda-feira, o porta-voz da coalizão que atua no Iêmen contra os houthis afirmou que o armamento utilizado nos ataques contra instalações de petróleo na Arábia Saudita é procedente do Irã. "A investigação continua e todas as indicações apontam que as armas utilizadas são provenientes do Irã", disse o coronel saudita Turki al Maliki. / W.POST e AFP

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