Rebeldes iraquianos seqüestram 8 coreanos e 3 japoneses

Oito sul-coreanos e três japoneses foram seqüestrados por rebeldes no Iraque, informou hoje a rede de TV Al-Jazira. O vídeo, de autoria de um grupo desconhecido que se auto proclama "Esquadrão Mujahedin", mostra os japoneses com os olhos vendados cercados por homens armados com rifles e espadas, que ameaçaram queimá-los se Tóquio não se retirar da coalizão liderada pelos Estados Unidos.Segundo a Al-Jazira, os seqüestradores deram ao governo japonês um ultimato: "três de seus filhos caíram em nossas mãos. Nós lhe oferecemos duas opções: ou vocês se retiram da coalizão, ou nós os queimaremos vivos. Vocês têm três dias a partir do momento da transmissão desse vídeo". Os passaportes exibidos no vídeo do seqüestro são de Noriaki Imai, Soichiro Koriyama e Nahoko Takato.Os sul-coreanos, supostamente ministros cristãos que partiram para o Iraque no último dia 5, foram capturados por "homens armados" não identificados. Um dos reféns foi solto em seguida, disse à Associated Press um oficial do Minsitério das Relações Exteriores em Seul que não quis se identificar.De acordo com o oficial, eles foram seqüestrados cerca de 250 km a oeste de Bagdá. Ainda não se sabe quem são os responsáveis pela ação.O Japão tem cerca de 530 soldados em Samawah, no Iraque, para auxiliar nas tarefas de purificação de água e reconstrução do país. Está prevista a mobilização de 1.100 soldados japoneses no total. O Primeiro-Ministro Junichiro Koizumi apoiou fortemente a invasão americana do Iraque.Cerca de 460 médicos e engenheiros militares sul coreanos estão em Nassíria há quase um ano. Eles devem retornar ao país no final do ano, depois que a Coréia do Sul enviar 3.600 soldados ao norte do Iraque.Reação - Apesar do seqüestro, o Japão não pretende retirar suas tropas do Iraque. O Secretário Yasuo Fukuda, Chefe do Gabinete, disse que o país vai permanecer firme em seu compromisso de reconstruir o Iraque, e que "não há razões" para a retirada da coalizão.O Secretário informou que o governo japonês ainda está investigando a ameaça de morte feita aos reféns japoneses.

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