Rebeldes líbios podem ter cometido crimes de guerra

Insurgentes que lutaram para derrubar o governante da Líbia, Muamar Kadafi, cometeram assassinatos e torturas, disse a Anistia Internacional em um relatório que será divulgado na terça-feira (13) em Tripoli e em Londres. O relatório, com mais de 100 páginas, é baseado em mais de três meses de investigações na Líbia. Ele afirma que os crimes cometidos por Kadafi e seus partidários foram maiores e sua lista é mais longa, podendo significar crimes contra a humanidade. Mas afirma que os crimes cometidos pelos rebeldes líbios não são insignificantes.

AE, Agência Estado

12 Setembro 2011 | 20h44

"Partidários e simpatizantes da oposição, estruturados sob o Conselho Nacional de Transição (CNT) também cometeram abusos contra os direitos humanos e em alguns casos eles significaram crimes de guerra, embora cometidos em uma escala menor", disse a Anistia.

O relatório afirma que partidários da oposição "mataram ilegalmente" mais de uma dezena de partidários de Kadafi entre abril e julho. O relatório também afirma que logo após os rebeldes tomarem o controle do leste da Líbia, no começo da revolta, seus partidários "atiraram, enforcaram e mataram pelo linchamento" dezenas de soldados e supostos mercenários de Kadafi, com impunidade.

O relatório também afirma que ambas as partes insuflaram o Racismo e a xenofobia, o que provocou crescentes ataques contra trabalhadores negros da África subsahariana, os quais foram atacados, roubados e abusados por líbios comuns.

O relatório também lista extensos crimes cometidos supostamente pelo regime de Kadafi. Os partidários de Kadafi mataram e feriram muitos manifestantes desarmados, fizeram sequestros políticos, dispararam morteiros e obuses contra áreas residenciais e executaram prisioneiros. O relatório é baseado numa missão da Anistia Internacional que visitou a Líbia entre 26 de fevereiro e 28 de maio.

As informações são da Associated Press.

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