Rebeldes líbios preveem vitória sobre Kadafi para final de agosto

Retomada de Al Zawiyah deixa rebeldes mais perto de Trípoli durante 'fase militar decisiva'

Efe

16 de agosto de 2011 | 09h55

PARIS - O Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia calculou que conseguirá uma vitória sobre o regime do coronel Muamar Kadafi no final de agosto, o que coincidirá com o final do Ramadã, afirmou o representante na França desse organismo, Mansour Saif al-Nasr.

 

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Al-Nasr declarou à emissora "Radio France Internationale" que a retomada do controle sobre Al Zawiyah, palco de uma cruel repressão por parte do regime, "é importante porque abre a porta rumo a Trípoli", por isso o conflito atravessa agora "uma fase militar decisiva".

 

"Esperamos celebrar a vitória final junto com o final do Ramadã", disse, acrescentando que os rebeldes e a população da capital preparam "uma rebelião na cidade".

 

"A última foi parada pela força aérea e pelos tanques de Kadafi, mas agora será diferente e nossas forças já estão na entrada de Trípoli", destacou, considerando que a região do terminal petrolífero de Brega também está nas mãos dos rebeldes, apesar dos confrontos prosseguirem na área.

 

O representante na França do CNT ressaltou também o desejo dos rebeldes "de alcançar uma solução negociada, desde que Kadafi e seus filhos deixem o país".

 

Al-Nasr assegurou, no entanto, que o CNT não mandou nenhum integrante à Tunísia no final de semana, e esclareceu que foram "personalidades políticas líbias" que se reuniram com representantes do regime e com o enviado especial do secretário-geral da ONU, Abdelilah al-Khatib.

 

"A única coisa que posso dizer é que personalidades independentes líbias, que não estão do lado do Governo e que não são membros do CNT, se encontraram com Al-Khatib, mas não representam o CNT", afirmou.

 

O Ministério de Exteriores da França reiterou nesta terça-feira a posição da França para que "Kadafi renuncie ao poder", e lembrou que a reunião, no próximo mês de setembro, do Grupo de Contato na Assembleia Geral da ONU em Nova York será "a ocasião para abordar de novo com o CNT e Al-Khatib a questão da solução política".

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