Rebeldes líbios prometem atacar Sirta nos próximos dias

Os rebeldes líbios prometeram nesta terça-feira lançar um ataque no prazo de alguns dias contra a cidade natal do coronel Muamar Kadafi. Segundo os rebeldes e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), homens leais a Kadafi estavam negociando o destino de Sirta, cidade altamente militarizada que fica a cerca de 400 quilômetros a leste da capital Trípoli.

AE, Agência Estado

30 de agosto de 2011 | 12h27

Mustafa Abdel Jalil, o líder do Conselho Nacional de Transição, disse que as negociações com as forças em Sirta vão terminar no sábado, após o feriado muçulmano do Eid al-Fitr, e quando os rebeldes vão agir "decisivamente e militarmente". "Não podemos esperar mais do que isso", disse ele aos jornalistas na cidade de Benghazi, no leste líbio. "Nós buscamos e apoiamos quaisquer esforços para entrar nesses locais de forma pacífica. No final, a questão pode ser decidida militarmente. Eu espero que não seja o caso."

O coronel Roland Lavoie, porta-voz da Otan, disse que é possível que Sirta se renda sem combate. "Tem havido diálogos em várias vilas que foram libertadas. Não estou dizendo que será sem hostilidades, mas com hostilidades mínimas", disse ele.

Lavoie disse que a Otan deve manter o apoio aos rebeldes enquanto os civis do país estiverem sob ameaça, embora a área ao redor da capital esteja agora "essencialmente livre".

Os rebeldes também exigem que a Argélia devolva a mulher de Kadafi e seus três filhos, que fugiram para o país, para que sejam julgados, aumentando a tensão entre os vizinhos.

Safiya Kadafi, sua filha Aisha e os filhos Hannibal e Mohammed entraram na Argélia na segunda-feira, mas o paradeiro de Kadafi e seus outros filhos ainda é desconhecido. Segundo o Ministério da Saúde argelino, Aisha deu à luz a uma menina nesta terça-feira.

Em Washington, o governo de Barack Obama disse que não há indícios de que Kadafi tenha deixado a Líbia. A fuga da família de Kadafi é um dos sinais mais fortes de que o líder perdeu o controle sobre o país, embora Lavoie tenha declarado que ele ainda "tem capacidade de exercer algum nível de comando e controle" em território líbio.

Para o ministro de Informação do governo interino rebelde, Mahmoud Shammam, a decisão da Argélia de abrigar familiares de Kadafi foi "um ato agressivo contra a vontade do povo líbio". As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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