Rebeldes marcham no Haiti e prometem deter violência

Ex-militares que derrubaram o presidente do Haiti, Jean-Bertrand Aristide, numa revolta sangrenta, dizem que reforços dirigem-se à capital do país para deter a violência que matou pelo menos 46 pessoas. A decisão dos rebeldes ameaça colocá-los em conflito com os militantes armados que exigem a volta do presidente deposto e com as forças de paz da ONU, comandadas pelo Brasil. Mais de 20 homens fortemente armados e vestindo fardas reuniram-se em um apartamento de Petionville, um subúrbio de Porto Príncipe, e o ex-major Remissainthe Ravix disse à Associated Press que outros ex-soldados virão de outras bases espalhadas pelo país. Ele não disse quantos. A força rebelde principal é estimada em 200 homens, mas há novos recrutas. A violência se espalha por Porto Príncipe desde que os seguidores de Aristide reforçaram suas exigências pelo retorno do ex-presidente, exilado na África do Sul. Tudo começou com uma passeata em defesa do líder deposto, em 30 de setembro. A polícia foi acusada de matar dois manifestantes a tiros. Mais tarde, os corpos decapitados de três policiais foram encontrados. Os seguidores do ex-presidente dizem que a polícia iniciou a onda de violência, mas o governo provisório do Haiti acusa o Partido Família Lavalas, de Aristide, e uma campanha de decapitações apelidada de "Operação Bagdá".

Agencia Estado,

13 Outubro 2004 | 14h52

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