Rebeldes matam ao menos 24 soldados no Sudão do Sul

Rebeldes do Estado de Jonglei, no Sudão do Sul, mataram pelo menos 24 soldados na mais recente onda de violência na conturbada região de Pibor. O ataque aconteceu na quinta-feira depois que soldados foram enviados para investigar o líder rebelde David Yau Yau, que se separou do exército do Sudão do Sul em abril.

EQUIPE AE, Agência Estado

26 de agosto de 2012 | 18h52

"Foram 24 mortos, 12 feridos e 17 desaparecidos", disse o governador de Jonglei, Kuol Manyang, à AFP, acrescentando que os sobreviventes demoraram para denunciar o ataque por causa da dificuldade de escapar da área remota.

Segundo Manyang, as vítimas foram atacadas por homens uniformizados e por alguns civis armados. O governador suspeita que o ataque tenha sido realizado por jovens do grupo étnico Murle, que fica no condado de Pibor, ao qual pertence Yau Yau.

Já um combate no Estado de Kordofan do Sul, no Sudão, deixou dezenas de soldados do governo e cinco rebeldes mortos, disseram os insurgentes neste domingo.

Os rebeldes relataram na sexta-feira uma batalha no vilarejo de Al Moreib, quando acusaram o governo de atacar e saquear a região. Segundo eles, duas outras aldeias no distrito de Rashad já haviam sido atacadas por milícias e soldados do governo.

O Movimento de Liberação do Povo do Sudão - Norte disse que a "luta ainda continua dentro de Al Moreib", um vilarejo no distrito de Rashad, no nordeste de Kordofan do Sul.

"Até agora, do lado inimigo, 61 homens foram mortos e um grande número foi ferido", afirmou o grupo. "Nós perdemos cinco mártires e outros sete estão levemente feridos", acrescentaram.

Na noite de sábado, o exército disse que "entrou em confronto com os rebeldes e os levou para fora da área" onde eles teriam intimidado moradores da região. O exército acrescentou que um soldado e mais de duas dezenas de rebeldes foram mortos. O acesso à região é restrito, o que dificulta a verificação do número de mortos. As informações são da Dow Jones.

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