Rebeldes muçulmanos das Filipinas libertam reféns

Um total de 89 reféns celebraram hoje sua libertação, depois de um acordo entre seus captores - rebeldes muçulmanos - e o governo das Filipinas. Momentos depois da libertação dos cativos, a presidente Gloria Macapagal Arroyo afirmou que ela está disposta a quebrar o ciclo de seqüestros. "Temos que ter certeza de que isso não acontecerá de novo", afirmou. Os reféns - 55 homens, 25 mulheres e nove crianças - estavam dormindo quando rebeldes simpatizantes do governador local, Nur Misuari - acusado de rebelião por ordenar um ataque contra uma base militar uma semana antes -, ingressaram em seus cativeiros e os obrigaram a sair. O que se seguiu foi um nervoso intervalo que incluiu bombardeios aéreos contra um campo rebelde e uma lenta marcha forçada durante a qual guerrilheiros e tropas do governo apontavam suas armas na direção dos reféns. Finalmente, chegou-se a um acordo segundo o qual o grupo rebelde poderá conservar suas armas, transferir-se a outro campo guerrilheiro, a 65 quilômetros de distância, e, aparentemente, evitar um processo. O líder rebelde Julhambri Misuari, sobrinho do governador, que foi detido no sábado em águas malaias quando tentava fugir das Filipinas, disse que "o acordo indica que não seremos perseguidos e que nós, por nossa parte, não causaremos problemas". Apesar das 27 mortes em intensos combates ocorridos ontem - 25 rebeldes, um soldado e um civil -, o governo disse que havia triunfado em sua tentativa de conseguir a liberdade dos reféns sem baixas, além de desalojar os insurgentes das instalações do governo de Cabatang, nas redondezas de Zamboanga, transformadas pelos rebeldes em uma base fortificada. Os rebeldes tomaram os reféns, entre eles famílias inteiras, de comunidades próximas à sede do governo muçulmano da região de Cabatangan, onde se refugiaram e foram cercados pelos militares. Ontem, eles levaram os reféns para várias casas no distrito de Pasonanca, nas redondezas de Zamboanga.

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