Rebeldes muçulmanos tomam reféns nas Filipinas

Supostos guerrilheiros do Abu Sayyaf seqüestraram pelo menos seis vendedores de produtos Avon em uma localidade do sul das Filipinas, disseram hoje fontes do governo. Os seqüestros foram os primeiros na ilha de Jolo desde que os EUA começaram, há sete meses, a apoiar uma campanha militar filipina para eliminar os militantes muçulmanos, vinculados à rede terrorista Al-Qaeda, em meio a uma crise provocada pelo seqüestro de várias pessoas, entre elas três de nacionalidade americana. As tropas filipinas responderam bombardeando várias posições do Abu Sayyaf e realizando operações de busca. As autoridades informaram, de início, que oito pessoas haviam sido seqüestradas, mas duas delas - os únicos muçulmanos e moradores do lugar - apareceram em suas casas nesta quarta-feira dizendo ter passado a noite com parentes e mostrando-se surpresos diante das notícias. A polícia está investigando o caso. Segundo o chefe de polícia da pronvíncia de Sulu, Coronel Ahiron Ajirim, dois homens armados com revólver detiveram na terça-feria à tarde um jipe que transportava os vendedores, cinco deles mulheres, obrigando-os a se abaixar. Disse que o motorista foi deixado em uma zona rural da ilha de Jolo, 900 km ao sul de Manila. Ajirim disse que o motorista identificou um dos seqüestradores como Muin Maulod Sahiron, sobrinho do dirigente local do Abu Sayyaf, Radullan Sahiron. Seis das vítimas, indicou Ajirim, eram residentes de Zamboanga, a principal cidade da região, mas estavam hospedadas em um hotel local e vendiam seus produtos em Jilo.

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