Rebeldes não aceitarão permanência de Kadafi na Líbia

Insurgentes contrariam Paris e dizem que ditador deve deixar o país mesmo se se render

Efe

20 de julho de 2011 | 14h43

PARIS - Os representantes do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia recebido nesta quarta-feira, 20, pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, asseguraram que não aceitarão a permanência do ditador Muamar Kadafi em seu país mesmo que esse renuncie e encerre a guerra civil na qual a nação africana está mergulhada desde o início do ano.

 

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"O povo líbio não aceitará que Kadafi continue na Líbia", declarou o general Ramadan Zarmuh, responsável pela resistência em Misrata, uma das cidades em poder dos insurgentes. Assim, o CNT descartou a hipótese expressada na mesma manhã pelo chanceler francês Alain Juppé, que disse ser considerada a opção de o ditador permanecer na Líbia se se render e se manter longe da política.

 

 

Além disso, o comandante rebelde afirmou que as tropas da oposição estão a 150 quilômetros de Trípoli e que um ataque sobre a capital, onde Kadafi supostamente se esconde, pode ser uma "questão de dias" se os insurgentes receberem apoio de governos estrangeiros. A delegação que foi à França reiterou seus pedidos de apoio, mas não disse se Sarkozy concordou em ajudá-los nos combates.

 

Questionados sobre o efetivo que poderia ser reunido pelos rebeldes para investir contra Trípoli, os comandantes afirmaram apenas que o número seria "bem superior" ao das tropas do ditador líbio. "Kadafi terá de sair ou vão tirá-lo a força", concluiu o general Zarmuh.

 

O líbios se levantaram contra Kadafi após as revoltas populares que encerraram ditaduras no Egito e na Tunísia. O coronel, porém, jurou lutar até a morte e recusa-se a abandonar o poder. O assunto chegou à Organização das Nações Unidas (ONU), que autorizou uma intervenção internacional contra as tropas do ditador.

 

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