Rebeldes no Iraque vêm de países aliados dos EUA

60% dos insurgentes estrangeiros no conflito são da Arábia Saudita e Líbia

Bagdá, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

A maioria dos rebeldes estrangeiros que combatem no Iraque vem da Arábia Saudita e da Líbia, dois países que se declaram engajados na luta contra o terrorismo liderada pelos EUA. De acordo com militares americanos de alto escalão ouvidos pelo jornal The New York Times, 60% dos insurgentes que chegaram ao país desde 2006 para lançarem ou planejarem ataques suicidas são sauditas e líbiosA informação foi obtida a partir de documentos que soldados americanos apreenderam, em setembro, durante uma ofensiva contra um campo de insurgentes em Sinjar, no nordeste do Iraque, próximo à fronteira com a Síria.O material - que pertencia ao grupo rebelde que mais "importa" militantes estrangeiros - traz a nacionalidade de mais de 700 militantes, que entraram no Iraque a partir de agosto do ano passado: 305 vieram da Arábia Saudita, 137, da Líbia, 68, do Iêmen. Em seguida, vêm Argélia (64 rebeldes),a Síria (56), Marrocos (50), Tunísia (38), Jordânia (14), Turquia (6), Egito (2) e França.Os militares também concluíram que o número de combatentes de outros países que entram no Iraque diminuiu. Enquanto em 2006 chegavam no Iraque uma média de 80 a 110 por mês, neste ano o número foi reduzido para cerca de 50. Essa é a primeira vez que militares americanos detalham a nacionalidade dos combatentes estrangeiros no Iraque. AL-QAEDAInsurgentes ligados à Al-Qaeda no Iraque mataram ontem 29 pessoas no país, segundo a polícia iraquiana. O primeiro ataque ocorreu em Bagdá, quando militantes roubaram um blindado de soldados iraquianos e, em seguida, utilizaram as metralhadoras do próprio veículo para atacar um bairro de maioria sunita. Pelo menos 18 pessoas morreram. Num vilarejo próximo a Baquba (60 quilômetros ao norte de Bagdá), os insurgentes da Al-Qaeda mataram 11 iraquianos. Ainda ontem, dez granadas de morteiro foram lançados contra a Zona Verde, a área superprotegida de Bagdá. O governo iraquiano afirmou que houve vítimas, mas não informou a quantidade e a identidade delas nem a gravidade dos ferimentos. AP, NYT E REUTERS AMEAÇA FORASTEIRA305 dos700 insurgentes estrangeiros presentes na lista encontrada pelos EUA são da Arábia Saudita137 dentre esses rebeldesvêm da Líbia68 dos militantespartiram do Iêmen64 deles vieram da Argélia56 são Sírios

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