Alexey Furman/EFE
Alexey Furman/EFE

Rebeldes pró-Rússia no leste libertaram sete observadores militares europeus

Os reféns foram mantidos por oito dias

O Estado de S. Paulo

03 Maio 2014 | 11h22

Rebeldes pró-Rússia no leste libertaram sete observadores militares europeus neste sábado, após mantê-los como reféns por oito dias, enquanto Kiev continuou com campanha militar para retomar território detido por rebeldes na área.

O serviço de segurança da Ucrânia disse neste sábado que grupos militares ilegais da região separatista moldava da Trasnístria e grupos russos trabalharam juntos para fomentar conflitos na cidade portuária de Odessa.

"Os conflitos, que ocorreram em 2 de maio em Odessa e causaram confrontos e muitas mortes, aconteceram por interferência estrangeira", disse uma porta-voz do serviço de segurança SBU em coletiva de imprensa.

A Rússia nega ter qualquer envolvimento nas revoltas dentro da Ucrânia, alegando que cidadãos que falam russo estão simplesmente protegendo seus direitos contra um governo pró-Ocidente.

O porta-voz do presidente russo, Vladimir Putin, disse neste sábado que as autoridades ucranianas e seus aliados no Ocidente são diretamente responsáveis pela violência na cidade ucraniana de Odessa, informaram agências de notícias russas.

"Kiev e seus patrocinadores do Ocidente estão na prática provocando a violência e carregam responsabilidade direta por ela", afirmou o porta-voz Dmitry Peskov, de acordo com a agência RIA Novosti.

O tumulto no porto de Odessa no Mar Negro, que acabou em incêndio em edifício sindical, foi de longe o pior incidente na Ucrânia desde levante em fevereiro que terminou com o presidente pró-Russo fugindo do país.

Também espalhou a violência do centro da zona separatista no leste para uma área longe da fronteira russa, levantando a possibilidade de que as turbulências se disseminem mais amplamente pelo país, que tem população de 45 milhões e é do tamanho da França.

O massacre em Odessa veio no mesmo dia do maior esforço até agora do governo de Kiev para reassegurar o controle sobre áreas separatistas no leste, a centenas de quilômetros de distância, onde rebeldes pró-Rússia fortemente armados proclamaram a "República Popular de Donetsk".

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