Rebeldes querem retomar exportação de petróleo

Depois de assumir o controle de campos petrolíferos e de terminais de importância no leste da Líbia, os rebeldes agora tentam vender o petróleo no mercado internacional para comprar armas e suprimentos. Representantes do setor petrolífero informaram que o Catar teria concordado em comprar o produto - o governo do país reconheceu formalmente a legitimidade dos rebeldes, mas não comentou a notícia.

Clifford Krauss, O Estado de S.Paulo

30 de março de 2011 | 00h00

 

 

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Além disso, o recente avanço dos rebeldes foi possível graças ao apoio aéreo aliado e a compromissos logísticos assumidos com o Catar. "Parece evidente que há certa coordenação", afirmou Michael Levi, pesquisador do Council on Foreign Relations. Embora exista a preocupação de que o avanço rebelde seja transitório, os traders reagiram a suas vitórias baixando o preço do petróleo, embora de maneira limitada.

Os EUA deram sinais de que não impedirão a venda. Os rebeldes dizem que podem produzir 130 mil barris diários, 10% do que a Líbia exportava antes da crise. Eles teriam, porém, acesso a milhões de barris estocados e poderiam faturar até US$ 200 milhões, embora tenham de dividir os recursos com as companhias ocidentais que são arrendatárias dos campos. / TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA

É JORNALISTA DO "NEW YORK TIMES"

 

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