Rebeldes rejeitam plano de reforma no Iêmen

O líder do grupo rebelde iemenita Houthi rejeitou neste sábado o projeto de reforma que divide o país em seis regiões organizadas federalmente, um golpe aos esforços locais e internacionais para unificar o país.

Estadão Conteúdo

03 de janeiro de 2015 | 19h44

Em uma mensagem exibida a milhares de apoiadores, Abdel-Malek Al-Houthi afirmou que os rebeldes rejeitam "categoricamente" o plano". O Houthi controla uma faixa do país onde se encontra a capital Sanaa.

"Estejam atentos a qualquer tentativa de destruir a revolução". Ele disse.

A declaração põe em risco um acordo feito em fevereiro que tentava por fim às disputas locais. O Houthi, grupo apoiado pelo presidente deposto Ali Abdullah Saleh, é uma das facções mais poderosas que lutam contra o governo do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi. Críticos acreditam que eles são apoiados pelo Irã, embora os rebeldes neguem a ligação.

O país também sofre com um movimento separatista e com grupos radicais como a Al-Qaeda na Península Arábica, organização considerada por Washington como uma das mais perigosas da região.

Alguns moradores do sul do país se sentem dominados pelo norte mais populoso e se opõem ao plano, que deveria fazer parte da nova constituição do Iêmen, que será levada a um referendo.

O Houthi continua a expandir seu domínio territorial pelo país. No momento, eles se movem em direção à cidade de Taiz, no sul do país. No sábado, milhares de moradores de Taiz protestaram contra o grupo rebelde. Fonte: Associated Press.

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