Rebeldes retomam cidade após ataque aéreo aliado

Combatentes rebeldes líbios retomaram hoje o controle da estratégica cidade de Ajdabiya, no leste da Líbia, após ataques aéreos dos aliados contra as forças leais ao ditador Muamar Kadafi. Posteriormente, o governo líbio reconheceu que perdeu o controle da cidade. Horas depois, os rebeldes anunciaram o controle de Brega, a 80 quilômetros de Ajdabiya.

AE, Agência Estado

26 de março de 2011 | 14h09

Motoristas buzinaram e bandeiras tricolores dos rebeldes eram balançadas em comemoração à retomada da cidade. "Sem os aviões não teríamos feito isso. As armas de Kadafi são superiores as nossas", disse Ahmed Faraj, um combatente rebelde de 38 anos. "Com a ajuda dos aviões vamos chegar a Trípoli", disse.

A tomada repentina do controle de Ajdabiya pelas forças leais a Kadafi provocou uma mudança na resolução das Nações Unidas autorizando a ação internacional na Líbia. A volta de seu controle para as mãos dos rebeldes acontece uma semana após os aliados terem dado início aos ataques por mísseis e aéreos contra as tropas de Kadafi.

Segundo o combatente rebelde Saif Sadawi, de 20 anos, a entrada ao leste da cidade saiu do controle de Kadafi na noite de sábado e o Exército do ditador perdeu o controle da entrada a oeste no início da manhã de hoje, após ataques aéreos em ambas entradas. "Toda Ajdabiya está livre", comemorou.

Ainda hoje, os rebeldes disseram à France Presse que retomaram Brega, no leste do país. Um jornalista confirmou que forças da oposição estavam no centro da cidade. "Nós estamos no centro de Brega", disse o rebelde Abdelsalam al-Maadani, por telefone. "As forças de Kadafi estão recuando e devem estar agora em Al-Bisher (30 quilômetros) a oeste de Brega", afirmou, dizendo que "os rebeldes estão avançando para essa área.

O vice-ministro das Relações Exteriores da Líbia, Khalid Kaim, reconheceu que os rebeldes retomaram Ajdabiya. Segundo ele, os ataques aéreos da coalizão estão mais intensos, por isso as forças oficiais decidiram se retirar da área. Kaim disse, porém, que essa foi um "movimento tático", e não uma retirada. Kaim acusou a coalizão internacional de "envolvimento direto" com os rebeldes e afirmou que a situação estava se tornando rapidamente uma guerra civil.

A coalizão internacional age no âmbito de um mandato aprovado no Conselho de Segurança da ONU para proteger civis, porém não tem autorização de atacar por terra, mas apenas em ações aéreas. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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