Rebeldes retomam confronto armado com Exército no Congo

Conflitos já deixaram 250 mil desabrigados nos últimos dois meses; enviado especial da ONU chega à região

Efe,

15 de novembro de 2008 | 17h32

O conflito no leste da República Democrática do Congo (RDC) foi retomado neste sábado, 15, após uma troca de tiros entre rebeldes do general Laurent Nkunda e o Exército congolês em Kabasha, a 100 quilômetros ao norte de Goma, informou hoje oporta-voz da ONU Jean-Paul Dietrich. O confronto, que desta vez durou 10 minutos, assola a província congolesa de Kivu Norte, no leste da RDC, onde mais de 250 mil pessoas se viram forçadas a abandonar a região nos últimos dois meses. Veja também:Enviado da ONU chega ao Congo para evitar que guerra se espalheONU desloca 60 mil refugiados de campo por falta de segurançaHistórico dos conflitos armados no Congo Grande parte dos desalojados pelo conflito, iniciado por Nkunda em 1998, fugiu para o sul quando os combates se intensificaram em outubro e chegaram a Goma, capital de Kivu Norte e cidade que os rebeldes não conseguiram tomar. "Caso Goma caia, cairá toda a região", declarou neste sábado a auxiliar da enviada especial da ONU à RDC, Leila Zerrougui, após uma reunião com Dietrich. Segundo Dietrich, embora os rebeldes de Nkunda estejam a apenas 20 quilômetros de Goma, a situação é tranqüila na cidade, já que está protegida pelos capacetes azuis da ONU, pelo Exército congolês e por soldados da Polícia nacional. Enquanto as forças militares se concentram na defesa de Goma, outras 25 mil pessoas deslocadas se encontram refugiadas na proximidade de uma base da Missão das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monuc) nos arredores da cidade, onde não recebem assistência humanitária. Enquanto isto, o enviado especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, à RDC, o ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, chegou na sexta à noite à Kinshasa para se reunir com o presidente congolês, Joseph Kabila, e deve se transferir nas próximas horas a Goma para se encontrar com Nkunda.  ONU "Caso Goma caia, cairá toda a região", afirmou neste sábado o auxiliar da enviada especial da ONU ao Congo, Leila Zerrougui, após uma reunião com o porta-voz militar da Missão da ONU ao país (Monuc), tenente-coronel Jean-Paul Dietrich. Segundo Dietrich, apesar de os rebeldes tutsis liderados por Laurent Nkunda estarem a cerca de 20 quilômetros de Goma, a situação é tranqüila na cidade já que está protegida pelos capacetes azuis da ONU, pelo Exército da RDC e por homens da polícia nacional. "A ONU usará todos os meios possíveis para evitar que Goma seja tomada por rebeldes tutsis do Congresso Nacional para a Defesa do Povo (CNDP)", declarou Zerrougui em conversa telefônica com a Agência Efe. Enquanto as tropas se concentram na defesa de Goma, outras 25.000 pessoas deslocadas estão refugiadas nas proximidades de uma base da MONUC nos arredores da cidade, onde não recebem assistência humanitária, declarou o porta-voz da entidade. "Alguns chegaram procedentes das localidades de Tongo e Kabizo, na região de Kanyabayonga, onde foram registrados combates nos últimos dias", acrescentou Dietrich. Enquanto isto, o enviado especial do secretário-geral da ONU, o ex-presidente nigeriano Olusegun Obasanjo, chegou na sexta à noite a Kinshasa para se reunir com o presidente da RDC, Joseph Kabila, e com Laurent Nkunda. 

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