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Rebeldes rompem trégua e recomeçam combates do Chade

Grupo armado invade a capital e cercam o palácio presidencial em tentativa de derrubar o governo

Agências internacionais,

03 de fevereiro de 2008 | 08h45

Os confrontos em Ndjamena, capital do Chade, recomeçaram neste domingo, 3, nos arredores do palácio presidencial, onde o chefe de Estado chadiano, Idriss Déby, resiste à ofensiva rebelde, segundo informações da emissora de televisão Al-Jazira. De acordo com o ministro da Defesa francês, Hervé Morin, o chefe do Exército chadiano, Daoud Soumain, foi morto nos confrontos. Agências afirmam ainda que centenas foram feridos por balas perdidas.   Rebeldes chadianos que tentam derrubar o presidente invadiram no sábado a capital após mais de três horas de confronto com o Exército do país. A rede de TV Al-Jazeera, um dos poucos veículos de comunicação com correspondente na capital chadiana, informou que os combates entre os rebeldes e as forças militares deixaram vários mortos nas imediações do palácio, mas destacou que, como a rádio oficial do país interrompeu suas transmissões na manhã de sábado, não havia nenhuma informação oficial que confirmasse o número de mortos e feridos. Segundo a France Presse, os combates deixaram centenas de feridos, a maioria civis vítimas de balas perdidas.   A correspondente da cadeia com sede no Catar, Haru Mutasa, disse que os rebeldes que tentam derrubar Déby estão nos arredores do palácio presidencial, que é sobrevoado por helicópteros do governo. De um hotel próximo ao centro dos combates, a correspondente viu um dos helicópteros atirar contra posições próximas ao palácio presidencial onde se supõe que as tropas rebeldes estejam.   Os choques tinham sido interrompidos sábado à noite. As forças governamentais parecem ter reforçado suas posições e o palácio presidencial se transformou no principal bastião de resistência do Exército. Os confrontos jogam por terra o anúncio de uma trégua que supostamente tinham alcançado o governo e os rebeldes, informou no sábado à noite uma agência líbia. A trégua foi obtida por iniciativa do presidente líbio, Muammar Kadafi, mas não foi confirmada no campo de batalha.   Cerca de 2 mil rebeldes chegaram a Ndjamena na manhã de sábado e se dirigiram à sede do governo. Os combates começaram a 20 quilômetros ao norte da capital, com intensos tiroteios. Na segunda-feira, uma coluna rebelde formada por cerca de 300 caminhões - transportando de 10 a 15 homens cada - deixou o Sudão, onde os militantes tinham estabelecido suas bases, e atravessou 800 quilômetros pelo sul do Chade.   Os rebeldes, acusados por Déby de serem apoiados pelo governo do Sudão, lançaram na segunda-feira uma ofensiva a partir do leste do país e no sábado chegaram à capital. Não se sabe o destino do presidente chadiano, que acredita-se que esteja refugiado no palácio presidencial, mas não foram divulgadas informações confiáveis sobre seu paradeiro.   Segundo a emissora, existem versões não confirmadas de que Déby se nega a abandonar o palácio presidencial ou que existe um plano para que o faça em breve, mas nenhum dos dois extremos pôde ser confirmado.   Um grupo de soldados se aproximou nas últimas horas das tropas francesas que estão no Chade para proteger os cidadãos do país que vivem nesta ex-colônia da França, mas foram repelidos pelos militares franceses.   As comunicações por telefone são muito irregulares com a capital chadiana e os celulares locais não funcionam. Os sites do governo e da Presidência, meios freqüentes para divulgar as atividades oficiais, estão sem atualização desde a última sexta-feira.   A batalha na capital ocorreu um dia depois de a União Européia ter suspendido o envio de uma força de paz de 3,7 membros na área de fronteira entre o Chade e a região de Darfur, no Sudão, para garantir a segurança na região. O conflito em Darfur, iniciado em 2004, levou a violência e a crise de refugiados até o leste do Chade. Cerca de 400 mil refugiados estão em acampamentos da ONU no país.   Matéria atualizada às 11h55.

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