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Rebeldes sírios atacam sedes governamentais em Alepo

Regime diz que matou 400; Rússia inclui país na lista dos que se encontram em 'conflito armado'

31 de julho de 2012 | 09h16

DAMASCO - Os insurgentes do Exército Livre Sírio (ELS) atacaram nesta terça-feira, 31, várias sedes governamentais, entre elas um escritório da Segurança do Estado, em Alepo, disse uma testemunha à Agência Efe.

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Os rebeldes "atacaram com granadas e armas automáticas" os edifícios governamentais, relatou a testemunha por telefone, que acrescentou que os insurgentes realizaram ataques similares no centro da cidade, capital econômica do país.

Por outro lado, uma fonte militar disse à Efe que as forças do regime sírio mataram 400 supostos terroristas e detiveram outros 150 na mesma cidade, no norte do país.

Conflito armado

O Governo russo incluiu a Síria na lista de países que se encontram em situação de "conflito armado", informou hoje o site oficial do Conselho de Ministros da Rússia.

Anteriormente, o país árabe integrava a lista de Estados em situação sociopolítica complicada, relação da qual foi eliminada junto ao Sri Lanka e à República Centro-Africana.

A decisão do Governo russo coincide com o recrudescimento dos combates em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria, onde se enfrentam desde o último fim de semana tropas do regime do presidente Bashar al-Assad e a oposição armada.

O vice-ministro das Relações Exteriores russo, Gennady Gatilov, expressou sua preocupação pela situação nesta cidade do norte da Síria, próxima à Turquia, e criticou a imprensa por uma suposta parcialidade na cobertura dos combates. "A situação em Aleppo é realmente crítica. E se pode ver como a imprensa interessada tenta fazer com todas suas forças aquilo que a oposição não consegue", escreveu o vice-ministro russo em sua conta no Twitter.

No último sábado, as forças leais ao regime de Damasco iniciaram uma ampla ofensiva militar para expulsar de Aleppo o opositor Exército Livre Sírio (ELS), em uma luta que os insurgentes batizaram como "a mãe das batalhas".

Pelo menos 50 pessoas faleceram na cidade desde o início da ofensiva, segundo a oposição, enquanto cerca de 200 mil habitantes fugiram da zona.

 

 

 

 

 

 

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