Rebeldes sírios chegam a Kobani para combater Estado Islâmico

Forças curdas peshmergas devem chegar ainda hoje na cidade; confrontos em campo de gás na Síria deixam 30 mortos 

O Estado de S. Paulo

29 de outubro de 2014 | 11h32

BEIRUTE - Um primeiro grupo de 50 combatentes do opositor Exército Sírio Livre (ELS) entrou nesta quarta-feira, 29, na cidade síria de Kobani, por meio da Turquia, para ajudar a defender a cidade dos jihadistas do Estado Islâmico (EI), informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Os rebeldes chegaram a Kobani, enclave curdo, com suas armas e aguardam a chegada dos peshmergas, forças forças curdo-iraquianas, que na terça-feira chegaram a território turco.

Segundo Ancara, está previsto que cerca de 150 peshmergas entrem em Kobani, além de cerca de 1.300 membros do ELS. A coalizão internacional, comandada pelos Estados Unidos, bombardeou na madrugada passada posições dos radicais em um mercado de verduras que controlam no leste de Kobani.

Enquanto isso, os combates entre o grupo EI e os milicianos curdo-sírios prosseguem. O EI lançou 12 foguetes contra diferentes partes da cidade.

Desde o dia 16 de setembro, Kobani é alvo de uma ofensiva do EI e está rodeada por todos seus lados pelos extremistas, exceto pelo norte, onde faz limite com a Turquia.

Na Síria, militantes do EI mataram ao menos 30 combatentes pró-governo do presidente Bashar Assad durante confrontos na terça em um campo de gás. Testemunhas disseram nesta quarta que o confronto foi um dos mais violentos entre os dois lados.

O EI havia tomado o campo de gás Sha'ar em julho, matando cerca de 350 militares, combatentes pró-governo, guardas e trabalhadores, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede na Grã-Bretanha. No mesmo mês, as forças do governo reconquistaram o campo, a leste da cidade central de Homs.

Em uma nova rodada de confrontos na terça, o grupo jihadista tomou três poços e matou ao menos 30 combatentes do governo e aliados.

Combates em grande escala entre o governo sírio e o EI eram raros até o meio do ano, quando os jihadistas começaram a tomar posições do governo, incluindo uma série de bases militares na província de Raqqa, no norte.

Os confrontos entre as duas partes continuaram a ocorrer apesar dos bombardeios da coalizão internacional. Washington afirma que não coordena as ações com Assad. /EFE e REUTERS

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