Zain Karam/Reuters
Zain Karam/Reuters

Rebeldes sírios fecham acesso a Alepo, diz grupo opositor

Ataque aéreo das forças do presidente Bashar Assad matou dez crianças no domingo

AE, Agência Estado

26 de novembro de 2012 | 18h01

ALEPO - Rebeldes armados fecharam nesta segunda-feira, 26, o acesso a Alepo, maior cidade da Síria, por meio da província vizinha de Raqa, bloqueando as linhas de suprimentos para as forças do governo. Os rebeldes sírios tomaram o controle de Tishrin, no rio Eufrates, informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos.

Segundo o diretor da base britânica do Observatório, Rami Abdul-Rahman, os rebeldes sírios assumiram inclusive o controle de uma hidrelétrica no Eufrates, no norte do país. A hidrelétrica fornece energia a diversas partes da Síria.

Os rebeldes têm anunciado uma série de avanços estratégicos nos últimos dias. No domingo, eles assumiram o controle de uma base aérea nos arredores de Damasco, área antes completamente controlada pelo governo.

Morte de crianças

Também nesta segunda-feira, a Cruz Vermelha Internacional conclamou os dois lados a respeitarem as regras de direito humanitário, um dia depois de um bombardeio aéreo ter matado dez crianças e o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) ter requisitado mais fundos para suportar a crise.

Segundo opositores de Assad, o ataque no qual as dez crianças morreram teria sido perpetrado por forças do governo, usando bombas de cacho.

França

A França, enquanto isso, declarou que já encaminhou 1,2 milhão de euros (US$ 1,5 milhão) em ajuda emergencial à coalizão opositora. O primeiro-ministro russo, Dmitry Medvedev, criticou o suporte francês aos rebeldes, classificando-o como "inaceitável".

Os conflitos na Síria contra o presidente Assad eclodiram em março de 2011 como uma revolta inspirada na Primavera Árabe. O conflito rapidamente transformou-se em uma guerra civil que já matou mais de 40 mil pessoas, de acordo com ativistas.

Irã

No Cairo, o vice-líder do Hamas, Mussa Abu Marzuk, disse que o Irã deveria reconsiderar seu apoio ao governo da Síria se não quiser alienar a opinião pública árabe. "A posição do Irã no mundo árabe não é mais uma boa posição", advertiu Marzuk, cujo movimento havia mantido uma base em Damasco, durante uma breve entrevista coletiva concedida em sua nova sede na capital do Egito.

O Hamas, que governa a Faixa de Gaza, realocou sua liderança de Damasco para o Catar e o Egito após uma desavença com o presidente Assad, por causa da brutal repressão do governo aos protestos iniciados em março do ano passado. 

Com Dow Jones e AP

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