Rebeldes sírios lançam grande ofensiva em Alepo

Forças de oposição a Bashar Assad têm como alvo bairros e edifícios ainda sob controle do governo na 2ª maior cidade da Síria; choques se espalham pelo país

BEIRUTE, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2012 | 03h05

Insurgentes sírios lançaram ontem uma ofensiva de alcance mais amplo no norte do país contra as tropas do presidente Bashar Assad, atacando bases e complexos de segurança do governo ao redor da segunda maior cidade do país, Alepo. A ofensiva coordenada ocorre dois dias após o ditador ter admitido que as Forças Armadas do país não conseguiram esmagar a rebelião.

Também ocorreram ataques contra tropas do governo nos subúrbios de Damasco. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo opositor com sede em Londres, os rebeldes tomaram uma instalação defesa aérea das forças de Assad - onde fizeram ao menos 16 prisioneiros - e atacaram um aeroporto, no leste do país.

O Observatório Sírio informou ontem que 119 pessoas foram mortas em várias partes do país na quinta-feira, das quais 79 eram civis.

A ofensiva dos insurgentes no norte, em uma operação chamada de "vulcão nortista" tem como alvo os bairros e edifícios sob controle do governo na cidade de Alepo e na província ao redor da metrópole, disse Mohamed Saed, um ativista que tem base em Alepo.

O Observatório Sírio confirmou que ocorrem intensos confrontos nas Províncias de Alepo e Idlib, na fronteira com a Turquia. Saed afirmou que a ofensiva é conduzida por desertores do Exército que têm conhecimento na operação de tanques de guerra e artilharia de campo.

Segundo o Observatório Sírio, os rebeldes mataram soldados em um complexo do governo no bairro de Zahraa, em Alepo, mas não deu números precisos.

A agência estatal de notícias da Síria, Sana, disse que soldados do governo feriram e mataram vários insurgentes nos confrontos.

Os rebeldes tomaram vários bairros da cidade no começo de julho, numa das mais significativas mudanças do conflito civil sírio. Os insurgentes também tomaram uma grande parte da província, até a fronteira com a Turquia, que fica a 50 quilômetros e tem recebido uma vasta onda de refugiados. O governo tenta retomar a cidade e o restante da província, mas em grande parte a situação permanece sob impasse. / AP e REUTERS

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