Rebeldes sírios matam 9 em ataque contra Alepo

Rebeldes sírios apoiados pelos EUA e seus aliados bombardearam um bairro controlado pelo governo na cidade de Alepo, no norte, do país, matando pelo menos nove pessoas e ferindo mais de 50. As informações, da emissora estatal de televisão da Síria, foram confirmadas pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, um grupo de oposição ao governo do presidente Bashar al-Assad sediado em Londres.

AE-AP, Estadão Conteúdo

11 de abril de 2015 | 15h25

Horas depois do bombardeio, helicópteros militares atacaram um mercado no bairro de Maadi, controlado pelos rebeldes, matando oito pessoas. O Centro de Imprensa de Alepo confirmou o ataque e disse que houve vítimas, mas não deu números.

A TV estatal síria disse que o bombardeio dos rebeldes na zona norte de Alepo, a maior cidade do país, concentrou-se no bairro de Suleimaniyeh, predominantemente cristão e armênio. Os rebeldes já bombardearam várias vezes os bairros residenciais de Alepo controlados pelo governo, matando centenas de pessoas. Aviões da Força Aérea síria, de seu lado, já despejaram bombas nos bairros controlados pelos rebeldes.

Segundo a emissora, os rebeldes bombardearam Suleimaniyeh com uma arma fabricada localmente e apelidada de Canhão do Inferno, que dispara cilindros de gás cheios de explosivos. Um desses projéteis destruíram os três andares superiores de um prédio; a cena foi exibida pela TV.

Em Damasco,o Chefe da agência da ONU para ajuda humanitária aos palestinos (UNRWA), Pierre Krahenbuhl, deveria se reunir com altos funcionários do governo sírio e outros representantes da ONU para discutir a situação do campo de refugiados palestinos de Yarmouk nos arredores da capital; Segundo Chris Gunness, porta-voz da UNRWA, além dos palestinos há civis sírios entre os 18 mil moradores do campo, que incluem cerca de 3.500 crianças.

O campo de Yarmouk vem sendo bombardeado desde a semana passada pelos militantes do movimento radical Estado Islâmico, a principal força militar a combater o governo de Al-Assad. Gunness disse no Twitter que o pessoal médico da UNRWA trataram de 31 moradores do campo feridos neste sábado, incluindo duas mulheres grávidas que haviam conseguido fugir para o bairro vizinho de Tadamon. Fonte: Associated Press.

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